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Quando todos ganham

O que o país espera é que as reformas, necessárias e urgentes, sejam feitas, abrindo o caminho para o desenvolvimento

Ao longo dos anos e passando pelas inúmeras crises que o Brasil enfrentou, o setor de supermercados tem se mostrado um dos mais dinâmicos segmentos da economia capixaba, um dos mercados de varejo mais disputados do Brasil e onde a concorrência se dá, em sua maior parte, entre empresas locais, estruturadas para oferecer o melhor a seus clientes.

O que passou, no entanto, é história. Olhando-se à frente, o setor olha a frente com um otimismo moderando, acreditando que o atual Governo conseguirá fazer as reformas tão necessárias ao crescimento econômico e desenvolvimento do Brasil. Este sentimento é que está alavancando novos investimentos em novas, com pelo menos 12 delas previstas para este ano. Mas não só nelas, já que as empresas estão sempre investindo em melhorias de suas instalações, na aquisição de novos e mais modernos equipamentos, em treinamento de pessoas e na interação com as comunidades onde estão instaladas.

Este dinamismo, que é histórico e que se mantém, é que fornecem os significativos números gerados pelo setor, cujo investimento em 2019 deve chegar aos 14 bilhões de reais, o que garante mais de 130 mil empregos, diretos e indiretos, no setor. Os supermercados são, ainda, um dos grandes contribuintes do Espírito Santo, o que significa fornecer ao Estado meios de atender os capixabas. E isso sem contar que a malha de supermercados se faz presentes em todos os municípios e são neles que os capixabas se abastecem.

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O cenário traçado, no entanto, pode ser muito mais favorável. Mas para que a melhoria que todos desejam ocorra é preciso de ações do Estado. O primeiro passo, sem dúvida, são as reformas estruturais, que devem, necessariamente, incluir a reforma tributária, inclusive para simplificar o processo tributário e dar a ele mais transparência, não só para as empresas, mas para o contribuinte, de modo geral. Há tempo o setor clama por estas reformas, por desejá-las e serem em benefícios de todos.

Os supermercados são, ainda, um dos grandes contribuintes do Espírito Santo, o que significa fornecer ao Estado meios de atender os capixabas

Também há longo tempo – e vencendo as maiores crises nacionais – o setor vem buscando o equilíbrio, racionalizando custos e buscando maior eficiência. E foi adotando estas vertentes que se tornou competitivo, pode investir, ampliar o atendimento à população, crescer e tornar-se no importante setor que é hoje. Nós, do setor, fizemos o nosso dever de casa.

Resta, agora, o Estado em todos os seus níveis, fazer o dele e o primeiro passo é a aprovação de reformas que tirem o Brasil e a economia da atual situação de letargia. Ao sair dela, o país ganha – e como consequência, todos os que estão nele, incluindo as empresas.

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O que o país espera – e nele se inclui o setor capixaba de supermercados – é que as reformas, necessárias e urgentes, sejam feitas, abrindo o caminho para o desenvolvimento, que irá melhorar o ambiente empresarial e a condição do brasileiro que terá mais emprego e mais renda. É uma situação em que todos ganham.


João Falqueto é Presidente da Associação Capixaba de Supermercados (ACAPS)

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