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Produção industrial capixaba cresce mais que a do Brasil

Segundo dados do IBGE, produção da indústria do Espírito Santo cresceu 2,4% em setembro, na comparação com agosto deste ano

Por Redação

A produção da indústria do Espírito Santo foi a que mais cresceu no país em setembro deste ano. Na comparação com o mês anterior, o indicador teve alta de 2,4% e ficou bem acima da média nacional (1,1%). A Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE, que faz a coleta de informações em 15 locais, foi publicada nesta quinta-feira (07) e os dados foram compilados pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

“Estamos vendo uma indústria que, mesmo diante dos desafios diários, vem se adaptando e crescendo. São 19,2 mil indústrias que geram quase 252 mil empregos formais. Quando a indústria cresce, ela faz com que todo o seu entorno cresça junto, ou seja, demanda mais fornecedores, além de gerar mais empregos e renda para a população”, comenta o presidente da Findes, Paulo Baraona.

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Todos os segmentos industriais tiveram bom desempenho em setembro. Os resultados positivos da indústria extrativa, composta pela produção de minério e de petróleo e gás natural, que cresceu 3,6%, e da indústria de transformação, que teve alta de 0,5%, explicam o bom desempenho da indústria geral.

Produção industrial capixaba cresce mais que a do Brasil
Marília Silva destaca que em setembro houve um aumento na produção de petróleo no Espírito Santo – Foto: Divulgação

“Observamos em setembro um aumento na produção de petróleo no Espírito Santo segundo a Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP). Foram extraídos 158,2 mil barris por dia, volume 5,6% maior do que registrado no mês anterior. Já a produção média de gás natural foi de 3,5 milhões de metros cúbicos por dia, resultado 0,4% acima da produção de agosto”, comenta a gerente executiva do Observatório da Indústria e economista-chefe da Findes, Marília Silva.

Já dentro dos segmentos que compõem a indústria da transformação, tivemos maior produção de produtos de minerais não-metálicos (3,3%) e de alimentos e bebidas (0,8%). Por outro lado, houve recuo na fabricação de celulose, papel e produtos de papel (7,5%), após ter crescido 4,4% em agosto, e na metalurgia (-0,8%), após três meses de altas consecutivas.

“Os dados da PIM-PF mostraram um ganho de ritmo da produção industrial capixaba em setembro. No mês, tanto a indústria extrativa quanto a indústria de transformação, influenciaram positivamente a alta da produção industrial no Estado, permitindo com que o desempenho da nossa indústria capixaba fosse acima da média nacional. Além disso, estamos observando que a indústria de transformação estadual segue em recuperação”, aponta Marília Silva.

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Brasil cresceu 1,1% em setembro

Enquanto a produção industrial capixaba cresceu 2,4% em setembro, na comparação como mês anterior, a nacional teve alta de apenas 1,1%. A indústria de transformação foi a que mais contribuiu com esse resultado,
tendo alta de 1,7%, com destaque para produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,3%), produtos alimentícios (2,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,5%), de produtos do fumo (36,5%), de metalurgia (2,4%) e de máquinas,
aparelhos e materiais elétricos (3,3%). Já por outro lado, a indústria extrativa reduziu sua produção em 1,3%.

Ao todo, entre as 25 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE, 12 apresentaram variações positivas no mês. Segundo o instituto de pesquisa, o resultado de setembro representa um ganho de ritmo da produção
em 2024 e esse maior dinamismo está relacionado a fatores como a incorporação de mais pessoas ao mercado de trabalho, redução da taxa de desocupação, aumento da massa salarial, melhora nas condições de crédito, diminuição da inadimplência e menor taxa de juros.

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ES cresceu 5% ao longo de 12 meses

A pesquisa ainda revelou que o Espírito Santo teve um desempenho positivo em todas as bases de comparação: mensal comparada ao mês anterior (2,4%), mensal comparada ao mesmo mês do ano anterior (0,8%), acumulada
no ano (0,2%) e acumulada em 12 meses (5%).

No acumulado em 12 meses até agosto, o Estado obteve os seus melhores indicadores. Nesse período, a indústria extrativa foi a que mais cresceu (6,3%). Já indústrias de transformação cresceu 2,7%, impulsionada
pelo bom desempenho da:

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4,3% Metalurgia

3% Fabricação de celulose, papel e produtos de papel

2% Fabricação de produtos alimentícios

0,5% Fabricação de produtos de minerais não metálicos

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