O Espírito Santo verá produção recuar para 111 mil barris/dia em 2035; setor foca no descomissionamento
Por Amanda Amaral
A produção de petróleo e gás no Espírito Santo deve atingir seu pico até 2027. A partir disso, as projeções indicam o início de um declínio natural no Espírito Santo devido ao amadurecimento dos campos localizados em área do Estado.
As informações constam no Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural de 2026, lançado recentemente pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). A produção no Estado é predominantemente offshore, 96,2% corresponde ao petróleo e 98,3% ao gás.
O Espírito Santo possui 64 campos de produção, 54 na Bacia do Espírito Santo e 10 na Bacia de Campos, total de 371 poços em operação, contudo 44 são classificados como maduros, ou seja, em estágio avançado do ciclo produtivo, segundo o Anuário.
Produção máxima
No ano passado, o Espírito Santo retomou ao posto de segundo maior produtor de petróleo do país. Mas o Anuário, a extração no Estado deverá alcançar o volume máximo de 248,4 mil barris por dia em 2027. Já a mesma estimativa para a produção de gás natural é de 6,2 milhões de metros cúbicos por dia no mesmo ano.
Com o amadurecimento dos campos, de acordo com dados do Anuário, está prevista queda na produção de petróleo de em média 9,6% por ano, e de 9,2% na de gás, chegando a 111,1 mil barris de petróleo por dia em 2035, e 2,9 milhões de metros cúbicos por dia de gás.
Descomissionamento

Com isso, o descomissionamento – desmontagem de poços, plataformas, equipamentos da cadeia de petróleo e gás, surge como oportunidade de novo mercado para o Espírito Santo, segundo a Findes.
Já existem 26 projetos aprovados na Agência Nacional de Petróleo (ANP) no Estado, prevendo investimentos de R$ 4,79 bilhões no Espírito Santo para o desmonte dos equipamentos.
“O descomissionamento, por exemplo, não é apenas o encerramento de um ciclo. Ele representa a abertura de um novo mercado com potencial de gerar investimentos relevantes, desenvolver fornecedores locais e posicionar o Espírito Santo de forma estratégica no País”, avaliou o presidente da Findes, Paulo Baraona, durante lançamento do Anuário de Petróleo e Gás.

