O Portocel movimenta toda a celulose produzida pela Suzano em Aracruz (ES) e em Mucuri (BA), além da Cenibra (MG), LD Celulose (MG) e Veracel (BA)
Por Daniel Hirschmann e Kikina Sessa
Ao norte do ES, em Aracruz, a 70 quilômetros da capital capixaba, está o Portocel, um Terminal de Uso Privado (TUP) que tem a logística entre seus diferenciais. Conectado por malha rodoviária e ferroviária aos principais centros produtivos e de consumo do país, o porto é controlado por dois grandes players do setor de celulose e papel: a Suzano e a Cenibra. Com capacidade para embarcar 7,5 milhões de toneladas por ano, o Portocel atua em importação e exportação, longo curso e cabotagem, com cargas gerais, projetos, granéis e operações de óleo e gás.
Em atividade há 46 anos, Portocel nasceu como um terminal especializado na movimentação de produtos florestais e detém o recorde mundial de movimentação mensal de celulose, alcançado com o embarque de 642,8 mil toneladas em dezembro de 2023. Também é do terminal o recorde de movimentação diária, de outubro de 2022, ao embarcar 41,026 mil toneladas em 24 horas de operação.
O Portocel movimenta toda a celulose produzida pela Suzano em Aracruz (ES) e em Mucuri (BA), além da celulose da Cenibra (MG), da LD Celulose (MG) e da Veracel (BA). Há alguns anos, a diversificação ganhou força na visão estratégica da administração do porto, que se torna cada vez mais um terminal multipropósito.
Entre os itens que passaram a ser movimentados estão os blocos de rochas ornamentais. Em 2023, 30% de todo o granito em blocos exportado pelo Espírito Santo saíram via Portocel.
O terminal também exporta produtos siderúrgicos, cargas de projetos e outros produtos, além de estar se preparando para iniciar a movimentação de fertilizantes e outras cargas. Na cabotagem, opera as barcaças oceânicas que vêm da Bahia com a celulose produzida pela Veracel, em Eunápolis.

O Portocel fez importantes investimentos em infraestrutura nos últimos anos – cerca de R$ 40 milhões, incluindo a ampliação do ramal ferroviário e cobertura de parte dele na área dos armazéns. Também foram instalados três armazéns lonados, aumentando a área de armazenagem coberta. Recentemente, o terminal ainda ampliou sua retroárea de armazenagem em cerca de 300 mil m², contando com mais espaços em áreas coberta e aberta.
O terminal é pioneiro no uso do sistema de calado dinâmico nas atracações e desatracações de navios, com um software que calcula em tempo real a profundidade, reduzindo o tempo de espera para manobras. “O terminal Portocel está sempre em busca de aprimorar suas operações e a tecnologia é uma aliada importante”, diz a gerente de Estratégia, Gestão e Novos Negócios do Portocel, Valéria Becalli Provete.
*Matéria publicada originalmente na revista ES Brasil 221, de maio de 2024. Leia a edição completa da edição especial de Portos aqui.

