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Policial militar vence seu maior desafio: o câncer de mama

Cabo Bittencourt descobriu o câncer de mama aos 35 anos e ressalta a importância do exame preventivo 

Por Patrícia Battestin

Durante o mês de outubro muito se fala sobre a prevenção e combate ao câncer de mama. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca),  é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. 

No Brasil, a doença ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres. As maiores taxas de incidência e de mortalidade estão nas regiões Sul e Sudeste. E os especialistas apontam que em 90% o diagnostico se dá devido à rotina e aos hábitos de vida. 

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Jéssica Lange Bittencourt, conhecida na Polícia Militar como Cabo Bittencourt se enquadra nas estatísticas. Moradora do sudeste, e com uma rotina corrida. Durante uma campanha do outubro rosa, ela descobriu a doença.

“Durante o Outubro Rosa do ano passado eu recebi muitas informações sobre a doença e aquilo foi me despertando. Eu fiquei incomodada e pedi para que minha ginecologista me passasse o exame. Eu tive até que insistir com ela, porque eu, com 35 anos e sem caso na família não havia aparentemente motivos para eu fazer o exame. E aí eu fiz, e o diagnóstico deu positivo”, conta a Cabo Bittencourt.

A informação e a prevenção são os principais recursos no combate ao câncer de mama. No caso da Cabo Bittencourt, ela tem compartilhado sua história com outras Policiais Militares, através da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Bombeiro Militar do Espírito Santo -ACSPMBM/ES. “São PMs e mulheres que possuem um estilo e ritmo de vida similar ao que eu tinha”, explica a Cabo.

Em uma minissérie apresentada nas redes sociais da Associação, a Cabo Bittencourt tem contado sua história e falado da importância do cuidado e do exame prévio no combate à doença, compartilhando dados e orientações sobre a mamografia e o autoexame, por exemplo.

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O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia, como exame de rotina, seja realizada a cada dois anos por mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos. Antes dessa idade, caso a pessoa não tenha casos na família, o recomendado é que a mulher faça o autoexame, através do toque em suas mamas, observando a presença de nódulos.

A recomendação que a Cabo Bittencourt faz para as mulheres mais jovens é: “mesmo que você tenha um estilo de vida saudável, se exercitando e tendo uma boa alimentação, se observe, conheça o seu corpo e faça o toque nas mamas. Porque o câncer de mama não tem uma aparência feia, ele não chega de forma agressiva, o meu mesmo era só um carocinho” explica.

Segundo o Inca, os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são:

  • Caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor;
  • Pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos;
  • Pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

Além dos sintomas o Inca também destaca alguns fatores que podem favorecer o surgimento da doença em mulheres, por exemplo, que não são acometidas pelo câncer de mama de forma hereditária, veja quais são:

  • Obesidade e sobrepeso, após a menopausa
  • Baixa prática de atividade física (menos de 150 minutos de atividade física moderada por semana)
  • Consumo de bebida alcoólica
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X, tomografia computadorizada, mamografia etc.)
  • História de tratamento prévio com radioterapia no tórax.

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