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terça-feira, 31 março, 2020

PM ocupa seis bairros em Vitória após atos de vandalismo

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Bonfim, São Benedito, Itararé, Consolação, Gurigica e Bairro da Penha contam com a presença de policiais por tempo indeterminado.

A Polícia Militar ocupou seis bairros de Vitória na região do Bairro da penha, após os atos de vandalismo na Avenida Leitão da Silva, ocorridos na manhã desta terça-feira (25), motivado pela morte do jovem de 16 anos, Wedeson Souza, durante confronto corporal com um policial. Bonfim, São Benedito, Itararé, Consolação, Gurigica e Bairro da Penha contam com a presença de policiais. 

De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, as ações foram ordenadas pelos traficantes do local, em represália à ação da polícia no local. “Estão pensando que o Espírito Santo é o Rio de Janeiro, mas não é não. Aqui a polícia vai entrar aonde tiver de entrar e fazer o seu trabalho. O tráfico se aproveitou da comoção local para tentar essa desestabilização”, afirmou.   

Imagens das câmeras de monitoramento do Bairro da Penha flagraram traficantes coordenando o movimento por meio de rádios. “A presença policial no Bairro da Penha causa prejuízo econômico para a atividade do tráfico e aumenta as situações de enfrentamento. Vimos isso claramente com a descida para a Leitão da Silva e o ataque a imprensa. Aquilo não foi liderado por moradores”, disse.

Segundo Garcia, a ocupação da PM será por tempo indeterminado. “Não temos hora para sair. Estamos nos antecipando, com efetivo reforçado para controlar a situação e impedir que os fatos se repitam”, disse o secretário de Segurança 

Investigações

O subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Ilton Borges, afirmou que todas as versões sobre a morte de Wedeson de Souza serão analisadas. “Duas investigações vão acontecer, uma da Polícia Militar e outra da Civil, com perícia, inclusive”, falou. O coronel criticou a ação dos manifestantes. “Se houve excesso da polícia, ele vai ser apurado. Mas não há justificativa para queimar carro, destruir patrimônios público e privado, roubar e agredir as pessoas.”

O comandante de policiamento ostensivo metropolitano, coronel Laércio Oliveira, disse que a situação psicológica do PM envolvido na morte será avaliada. Os dois militares que atuaram na situação que resultou na morte do adolescente Wedeson de Souza prestaram depoimento, ontem, na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). “Os militares afirmaram que pediram apoio a outra viatura e se deslocaram para outro lado do beco para fazer a abordagem. Na versão dos PMs, o soldado que estava no carona saiu à frente e se deparou com dois indivíduos, sendo um deles Wedeson, que teria tentado tirar a arma do policial. Houve luta corporal e o militar teria atirado para evitar que o suspeito levasse a arma dele”, detalhou o delegado José Lopes.

O outro garoto derrubou uma sacola que estaria com Wedeson, mas não conseguiu levá-la e fugiu, onde os policiais encontraram 56 pinos de cocaína, sete papelotes de cocaína, 44 de maconha com um desenho de Estrela (conforme o nome do beco) e 28 pedras de crack. O delegado considerou a ação do policial legítima defesa e o liberou; enquanto a arma foi apreendida pela Corregedoria da PM. 

O clima da manhã desta quarta-feira (26) foi tenso, pois havia ameaça de protestos após o enterro do jovem Wederson. A Avenida Maruípe chegou a ser fechada por moradores por quase uma hora, mas depois liberado. Viaturas da PM acompanharam a volta dos amigos do menor do cemitério de Maruípe até o Bairro da Penha.  

Versão dos moradores

O líder comunitário Sandro Rocha disse que o adolescente que foi morto pela polícia estava indo comprar pão, quando foi abordado. “O menino saiu para comprar pão e foi cruelmente assassinado por um policial, que despreparado, pensa que todo mundo é bandido. Só porque o menino é preto. Eu acho que se fosse um branquinho duvido se ele não abordava primeiro e perguntava quem é a pessoa. Mas como a gente vive numa comunidade carente, onde todo mundo é levado como suspeito. E aconteceu mais um fato, mais uma pessoa negra morrendo na comunidade periférica”, disse.

Ele ainda afirmou que a comunidade vivia há algum tempo sem nenhum conflito. “Três anos que não tem nada aqui e vem um policial que deveria proteger a gente faz uma coisa dessas aqui. A comunidade não vai ser a mesma, porque vai voltar o que era antes. E a comunidade quer justiça”, completou. 

Imagem: Jackson Gonçalves 

Veja também: 
Tensão na Leitão da Silva: carros e lojas apedrejados

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