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quarta-feira, 19 junho, 2024

São Paulo confirma déficit em 2023 e detalha dívidas

Além de dever ex-jogadores, o São Paulo também tem acordos trabalhistas com os dois treinadores que teve ao longo da temporada passada

O São Paulo divulgou o balanço financeiro de 2023, após aprovação dos conselheiros, e confirmou ter fechado o ano com déficit de R$ 62,2 milhões, valor que já havia sido antecipado no mês passado. O documento, publicado nesta sexta-feira, traz detalhes dos acordos trabalhistas e cíveis do clube, entre os quais o maior montante devido é a Daniel Alves. Dívidas com Rogério Ceni e Dorival Júnior também estão discriminadas no balanço.

Condenado por estupro na Espanha, mas em liberdade condicional após mais de um ano preso, Daniel Alves fez um acordo com a diretoria são-paulina ao deixar o clube em 2022. Junto ao contrato encerrado, o São Paulo fez uma confissão de dívida. A quantia, que era de R$ 20.412.000 ao final de 2022, caiu para R$ 10.150.000 no encerramento de 2023. Outra dívida que teve redução considerável foi com volante Jucilei, que deixou o clube em 2020. Neste caso, o valor caiu de R$ 2.692.000 para R$ 673 000.

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O São Paulo também tem acordos trabalhistas com os dois treinadores que teve ao longo da temporada passada. Demitido em abril de 2023 após um ano e meio de trabalho, o ídolo tricolor Rogério Ceni, hoje técnico do Bahia, tem R$ 4.132.000 para receber. Já Dorival Júnior, que deixou o comando no começo do ano para treinar a seleção brasileira, espera o pagamento total de R$ 3.146.000.

Apesar do montante acumulado a ser pago aos treinadores, o valor de dívidas oriundas de acordos trabalhistas e cíveis foi reduzido de R$ 97.775.000 para R$ 71.527.000.

Déficit apesar de aumento na arrecadação

O São Paulo fechou o ano de 2023 com déficit de R$ 62,2 milhões, mesmo após conseguir a arrecadação de R$ 680,7 milhões, superior aos R$ 660,5 milhões arrecadados em 2022. Desde o ano passado, o presidente são-paulino Julio Casares vinha falando sobre a possibilidade de terminar a temporada em déficit, como consequência das decisões que priorizaram o desempenho esportivo do time, campeão da Copa do Brasil pela primeira vez em sua história. O título rendeu premiação de R$ 70 milhões aos cofres tricolores.

A dívida tricolor aumentou em R$ 80 milhões e chegou ao total de R$ 666 milhões, valor abaixo dos R$ 680,7 milhões de receita acumulada no ano passado, ponto que a diretoria são-paulina destaca para defender a saúde de suas finanças. “O balanço de 2023 reflete uma escolha adotada pelo São Paulo na última temporada. Preferimos investir no departamento de futebol e manter jogadores. Poderíamos ter negociado mais atletas, mas qual é o valor do gol que o Nestor fez na final da Copa do Brasil?”, justificou Casares, em março deste ano, antes da aprovação do balanço pelo Conselho.

Em dezembro, após ser reeleito, Casares disse que recusou ofertas por quatro jogadores no mês de agosto, quando o torneio nacional estava em suas fases finais. Ao mesmo tempo em que não se abriu a propostas por nomes importantes do elenco, o clube teve despesas de R$ 76,7 milhões para fazer novas contratações e renovar vínculos ao longo de 2023.

Negociações de atletas

Quando aceitou sentar-se à mesa de negociações, o São Paulo vendeu Lucas Beraldo ao Paris Saint-Germain, no final de dezembro. Para ter o atleta de 20 anos, o clube francês desembolsou R$ 101 milhões. Então donos de 60% dos direitos econômicos do atleta, os são-paulinos ficaram com R$ 63 milhões. Já os demais 40% foram divididos entre Beraldo e o XV de Piracicaba, time que o revelou.

A venda de Beraldo representa mais que a metade das negociações de jogadores feitas pelo São Paulo, que teve o valor de RR$ 109 284.000 como resultado líquido das venda efetuadas em 2023, conforme demonstrado no balanço. Os outros negociados foram Tiago Couto, Nathan, Léo Pelé, Newerton, Patrick e Calebe. Também entraram na conta quantias referentes a bônus de performance e mecanismos de solidariedade ligados a Antony (Manchester United) e aos hoje botafoguenses Lucas Perri e Tchê Tchê.

A arrecadação líquida da negociação de jogadores durante a temporada passada foi menor do que a apresentada em 2022, quando o São Paulo registrou R$ 221.467.000 como resultado. Com informações Agência Estado

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