Projeto transforma produção de café no Cerrado mineiro ao integrar inteligência artificial e internet das coisas com pesquisa científica
Entre as atrações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília (DF), um dos destaques é o estande do Café Porandu, onde o público pode experimentar três variedades de café e conhecer o uso da ciência e tecnologia para aprimorar a qualidade da bebida. A SNCT segue aberta até domingo (26), na Esplanada dos Ministérios.
O nome Porandu, em tupi, significa pesquisar, investigar. A marca surgiu a partir do grupo de pesquisa Da Semente à Xícara, criado em 2019 na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Por meio de parcerias com produtores de café do Cerrado mineiro, parte da colheita passa por um processo de beneficiamento com tecnologias como internet das coisas (IoT) e inteligência artificial.
Marcela Machado, pós-doutoranda em Engenharia de Alimentos, explica: “Nosso projeto tem parceria com produtores de café da região de Patos de Minas (MG) na pós-colheita. A gente vai na fazenda do produtor e entrega tecnologia na forma de fermentação, inteligência artificial e outras inovações. O produtor, como contrapartida, nos dá sacos de café que a gente vende sob a marca do Café Porandu. A venda desse café retorna para pesquisa, compra de equipamento e bolsas de alunos”.
Marcelo Duarte, doutorando em genética e bioquímica na UFU, reforça o papel das parcerias e o caráter educativo da iniciativa: “Quando a gente serve o café, a gente mostra o quanto de tecnologia tem envolvida. Para o evento, a gente trouxe a tecnologia de processos fermentativos. Hoje a gente envolve um grupo multidisciplinar com 50 pesquisadores. A gente tem pessoal de química, engenharia de alimentos, engenharia civil. Cada profissional é direcionado a uma linha de pesquisa específica relacionada ao café”.
O projeto conta com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e agências estaduais de fomento, além de ter como objetivo popularizar os cafés especiais e mostrar como ciência e tecnologia podem transformar práticas tradicionais do campo.
Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação


