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segunda-feira, 24 junho, 2024

Especialista analisa a chegada do 5G na indústria capixaba

Edgar Segundo Monteiro, do Senai-ES, comenta sobre novos modelos de negócios e a possibilidade de avanço da indústria 4.0 

Por Amanda Amaral 

A tecnologia 5G chegou ao ES em setembro de 2022, trazendo uma expectativa de melhoria da velocidade de internet e conectividade. Sua chegada era esperada tanto pela população em geral como para o setor da indústria capixaba.

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Isso porque ela pode proporcionar avanços para a Indústria 4.0 – que engloba um sistema de tecnologias avançadas como Inteligência Artificial (AI), robótica, Internet das Coisas, computação em nuvem, entre outras.

Para entender melhor como a nova tecnologia influencia a dinâmica e os processos industriais, a ES Brasil entrevistou com exclusividade o especialista da Gerência Executiva de Educação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Espírito Santo (Senai-ES), Edgar Segundo Monteiro.

O que é a tecnologia 5G?

No âmbito de Telecomunicações, o 5G é o padrão de tecnologia de quinta geração para redes móveis e banda larga, sendo o sucessor do 4G. Essa tecnologia proverá internet móvel com maior alcance e velocidade e promete grande evolução e revolução em diversas áreas.

A Findes, no propósito de “Transformar vidas e impulsionar negócios para desenvolver o Espírito Santo”, através do Senai-ES, tem se preparado para essa tecnologia. Atualmente somos a Academia de Segurança Cibernética por meio do Senai Nacional, Academia CISCO e ICT Academy Huawei.

Quais as vantagens dessa tecnologia?

Uma das principais vantagens é a velocidade e a conectividade, pois o 5G pode chegar a até 100 vezes mais do que o 4G -10 gigabits por segundo. Além disso, possui baixa latência – que é o tempo de resposta entre o sinal ser enviado e recebido -, e consome menos energia. Esses fatores aumentam o grau de confiabilidade e disponibilidade na conexão, e possibilitam inúmeras oportunidades e modelos de negócio a partir das tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, que envolvem as inovações tecnológicas nas áreas de Automação e Tecnologia da Informação (TI).

Sendo assim, com o 5G, será possível maior velocidade de conexão – downloads e uploads, maior capacidade de banda larga, melhor estabilidade, maior número de dispositivos conectados simultaneamente, maior capacidade de compartilhamento de informação, melhor experiência no mundo digital (ciberespaço) e promover a Transformação Digital.

Como as pessoas poderão ter acesso ao 5G?

Um usuário que fará o uso do 5G através do celular, por exemplo, deverá ter: chip habilitado para essa tecnologia; celular certificado e homologado pela Anatel; e contratar o produto/serviço da Operadora Telefônica.

Vale ressaltar que ainda existe uma diferença entre o 5G “puro”, que funciona sem a interferência de outras frequências, e o 5G “impuro”, que funciona na mesma frequência do 4G e dependendo da interferência pode oferecer velocidade inferior ao 4G. Sendo assim, antes de adquirir o smartphone, é recomendável consultar o site da Anatel.

O usuário deverá consultar à operadora telefônica sobre a compatibilidade do produto/serviço a ser contratado para utilização do 5G. Outra observação é que no dia 06 de julho, a TIM, Claro e Vivo foram as primeiras operadoras a oferecer o sinal 5G “puro” em Brasília.

De que forma o 5G pode contribuir nas operações das fábricas?

Essa tecnologia potencializará a expansão da Indústria 4.0 através das Tecnologias Habilitadoras, como Big Data e Analytics; robôs autônomos; simulação; integração de sistemas; Internet Industrial das Coisas; segurança cibernética; computação em nuvem; manufatura aditiva; e realidade aumentada.

Que tipo de inovações tecnológicas ele pode proporcionar?

Alguns tipos de inovações que serão aprimoradas e ampliadas são as cidades inteligentes – smart cities; as casas inteligentes -smart houses; a telemedicina; os veículos autônomos; e as simulações cibernéticas hiper-realistas.

Quais setores produtivos serão mais beneficiados ou terão mais vantagens com o 5G?

Todos os setores produtivos que estão envolvidos com a Transformação Digital, como medicina, educação, agricultura e transportes, bem como as áreas fins – Tecnologia da Informação, Automação, Automotiva e etc.

A indústria capixaba está preparada para a automação de ponta?

Podemos citar desafios na infraestrutura de telecomunicações em razão da ampliação do número de antenas transmissoras, não só na Região Metropolitana, mas também nos municípios, o que demandará revisão das legislações municipais vigentes. Outra questão é a popularização do acesso à internet banda larga no Estado. Em geral, todos os municípios estão muito distantes da média de acesso dos países da OCDE, de 332 acessos fixos por mil habitantes.

*Entrevista publicada originalmente em 15 de julho de 2022. O texto de abertura foi atualizado.

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