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sábado, 20 DE julho DE 2024

Os escritores capixabas tem um dia pra chamar de seu

No dia 11 de junho se comemora não só os escritores como toda a produção literária capixaba, que vem ganhando espaço no mercado

Por Manoel Goes

Através da Lei Estadual 7270, ficou instituído em todo o Estado do Espirito Santo, o “Dia do Escritor Capixaba”, a ser comemorado anualmente, no dia onze do mês de junho, integrando o Calendário Oficial do Estado, sancionada em 18 de julho de 2002 pelo então Governador do Estado José Ignacio Ferreira.

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A evolução dos livros é longa, cheia de mistérios e surpresas. Artefato fascinante, inventado pelo homem, para que as letras, códigos, palavras pudessem viajar no tempo e no espaço. Várias formas de fabricação, modelos, edições e formatos que ao longo de toda a jornada humana fora testado e reinventado. Os livros nos levam desde os tempos da Alexandria nos campos de batalha; e a viagem prossegue com o livro que temos hoje tomando novas formas.

Vivemos, portanto, bons ventos na produção literária capixaba e nas vendas de livros em todo o país, após anos de grandes dificuldades. Aqui em terras capixabas, como em todo o país, após a pandemia temos acompanhado o crescente aumento dos salões e feiras literárias, importante instrumento de políticas públicas de incentivo à produção, distribuição, divulgação e também de realização de eventos culturais das mais variadas linguagens, onde os romances, crônicas, contos, poesias e literatura infanto-juvenil, dos autores locais, principalmente os iniciantes, ganham enorme visibilidade. Os escritores capixabas nunca produziram tanto, mas as vendas ainda são pequenas, um desafio a ser vencido pelo mercado livreiro.

Quando me perguntam porque eu escrevo, a resposta é simples: para ser lido. Ao escrever, devemos lembrar, que é apenas um corte no tempo e uma colocação de dado ângulo que se pretende externar, de algo que está exaltado ou incomodando a alma do escritor e entendo que ao escrever, além de libertar o pensador, torna o que o alegra mais intenso e compartilhado e o que incomoda algo mais significativo, algo com mais chance de ser entendido, analisado, pelo menos comigo é assim.

Enfim, escrever é se expor, é se mostrar, é querer discutir o ontem, o amanhã a partir do presente as coisas e as emoções, e fazer com que, quem ler sinta o ponto de vista do autor, reflita, mas veja com seu próprio ponto de vista; e tenha a liberdade de, ao ler, não ter a obrigação de concordar com o que está escrito, de não se sentir obrigado a nada, mas ser movido a pensar a refletir pelo menos e com respeito pelas ideias e pensamentos de quem ousa ter a coragem de colocar no papel ideias, histórias, ficção, emoção, tragédias, alegrias e dores. Afinal quem lê livro é livre!

Manoel Goes é escritor, produtor cultural e diretor no IHGES Instituto Histórico e Geográfico do Espirito Santo.

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