Dia do Escritor: uma das profissões mais antigas e simbólicas

Foto: Divulgação

A data foi criada na década de 1960 e foi instituída pela União Brasileira de Escritores. Daremos três passos para a criação de um livro

“Ser ou não ser, eis a questão”, “Penso, logo existo”, e outras frases de escritores se tornaram muito conhecidas ao longo do tempo. E nesta quinta-feira (25) é comemorado o Dia do Escritor, cuja data ressalta a importância da educação e da cultura, para a criação de adultos pensadores e, uma sociedade que valorize e incentive a leitura.

A data teve origem durante a década de 1960, pelo então presidente da União Brasileira de Escritores, João Peregrino Júnior, e pelo seu vice-presidente, o célebre escritor Jorge Amado.

Um dos mais famosos escritores brasileiros, Jorge Amado. –
Foto; Massao Goto Filho/AE

De acordo com a crença popular, o homem precisa realizar três ações durante a vida como forma de perpetuar um legado “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”. E de tudo não é mentira.

Por isso, muitas pessoas se tornam book advisors, que são os responsáveis por ajudar o autor a montar o projeto de seu livro. E hoje, qualquer pessoa pode escrever uma obra. Para escrever seu livro, é fundamental que você, autor, conheça muito bem o tema escolhido (tanto na prática como na teoria).

“É necessário saber quem serão os seus leitores e suas necessidades, ou seja, por quais razões eles se interessarão pelo seu livro. Quais são os sonhos, as dúvidas, os medos de seus leitores? Quais desafios e mudanças ele estão vivendo no dia a dia? “, pondera o book advisor, Eduardo Villela.

Homenagem

Os fundadores das cadeiras 23 e 27 da Academia Brasileira de Letras (ABL), Machado de Assis e Joaquim Nabuco, são os homenageados em emissão dos Correios, lançada na última quinta-feira (18).

Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 21 de junho de 1839. Iniciou a carreira com a tradução de Queda que as mulheres têm para os tolos (1861). Seu primeiro livro de poesias, Crisálidas, saiu em 1864. Em 1867, foi nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial. Dois anos depois, em 12 de novembro, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, que foi sua companheira por 35 anos.

Machado de Assis é um dos escritores mais renomados. – Foto: Projeto Machado de Assis Real

Machado colaborou na Revista Brasileira, participando do grupo que planejou a criação da ABL, inaugurada em 28 de janeiro de 1897. Naquele ano, foi eleito presidente da Instituição, cargo que ocupou por mais de dez anos. O escritor se dedicou à Academia até o fim da vida, falecendo em 29 de setembro de 1908, também na cidade do Rio de Janeiro.
Escritor e diplomata, Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo nasceu no Recife (PE) em 19 de agosto de 1849. Era filho do Senador José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo. Iniciou o curso de Direito em São Paulo, a partir de 1865, mas formou-se em seu Estado natal, em 1870. Foi Adido de Primeira Classe em Londres, depois em Washington, de 1876 a 1879.

De 1881 a 1884, Joaquim Nabuco viajou pela Europa e publicou sua primeira obra, O Abolicionismo. Ao ser proclamada a República, em 1889, já de volta ao país, retirou-se da vida pública, dedicando-se à sua obra e ao estudo. Nessa fase, enquanto escrevia duas de suas obras mais importantes: Um Estadista do Império e Minha formação, estreitou relações de amizade com Machado de Assis e participou das reuniões preliminares de instalação da ABL, sendo designado secretário-geral da Instituição na sessão de 28 de janeiro de 1897. Exerceu o cargo até 1899 e, também, de 1908 a 1910, quando faleceu em Washington (EUA).

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