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segunda-feira, 17 junho, 2024

Orgânica e Sustentável

A boa emoção pode ser o diferencial na composição química de um aço atestado como seguro, sustentável e matéria-prima para a transformação do amanhã, hoje

Por Sindemberg Rodrigues

Há empresas com passado; outras, com história. Umas, sufocadas por excessos publicitários. Outras, oxigenadas pelos versos de sua simples existência. A prática de nunca destruir valores, mas lapidá-los e expandi-los em novos, permite às organizações orgânicas a evolução contínua da própria excelência.

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Isso, por si só, evidencia a poesia de quem é considerada, pelo filósofo Karel Frans van den Bergen, muito mais que uma empresa, mas um “estado-de-espírito”. A metáfora comprova a fluidez que faz de sua gestão uma forma de arte, sem dúvida inspirada no pensar coletivo. Para tanto, a simbiose empresa-sociedade torna os muros corporativos meras demarcações de um patrimônioprivado.

Assim, harmonia e integração edificam cada degrau evolutivo. Do primeiro refratário assentado na base do Alto Forno No. 1 – de onde veio o sopro de vida inicial no coração da usina – à última tartaruga que visitou o efluente final, negócio, pessoas e natureza sempre atuaram em complementaridade.

Daí as frequentes visitantes marinhas que se juntam aos jacarés, às aves e aos mamíferos que coabitam o imenso bosque que abraça o parque industrial. Pensava nisso ontem, ao participar de um almoço – a convite do carismático CEO Jorge Luiz Oliveira e dos atuais Diretores – que reuniu ex-executivos para assistir a um panorama atual da empresa, seguido de uma confraternização pelas quatro décadas de vida da ArcelorMittal Tubarão.

E motivos para comemorar nunca faltaram! Considerar as lideranças que ajudaram a desenhar o percurso empresarial até então é prova de que nenhum stakeholders fica fora dessa rica história, escrita a muitas mãos. Externas, inclusive. Jamais é esquecida a participação de órgãos públicos, OSCIPs, universidades, comunidades, escolas, artistas, governos, outras empresas e a sociedade em geral.

E o corpo de colaboradores internos, com certeza, o grande protagonista que faz essa festa de aniversário ainda mais linda. No caso da ArcelorMittal Tubarão, trajetória de vida registrada em versos, como ficará claro no lirismo inevitável que colore as letras ao se abordar uma instituição inspiradora como esta.

Estar perfeitamente integrada ao tecido social em que se insere permitiu-lhe desfrutar do melhor de toda interlocução: o aprendizado. Este, um valor fundamental a quem almeja perenidade no tempo: Sustentabilidade – que também é um valor. E de quem faz da Humildade a moldura de sua conduta. Esta, um valor espiritual.

Ninguém aprende sem escuta. Talvez, essa pré-disposição, de boa ouvinte (e ao diálogo), venha guiando – com serenidade e nobreza – essa instituição que admite pontos a melhorar, mas absolutamente nada a esconder. Nesse aspecto, evoca-se aqui um outro valor: a Integridade.

Se transparência, coerência e consistência garantem um discurso cristalino, o exercício do afeto no respeito incondicional às pessoas modula a ética do cuidado, que inspira mentes criativas a deslizar em céus da inovação de onde chove harmonia sobre o clima organizacional.

Se isto soa apenas poético, imagine uma empresa sem paz relacional; cuja falta não só favorece o conflito como mina as construções em equipe, comprometendo a saúde mental.

Se Segurança, paz de espírito e Saúde são selos de garantia para a produtividade, a Qualidade e a Liderança, a boa emoção pode ser o diferencial na composição química de um aço atestado como seguro, sustentável e matéria-prima para a transformação do amanhã, hoje. Porém, nenhuma trajetória de vida – pessoal ou institucional – é simples ou fácil.

Cada um sabe “a dor e a delícia de ser o que é”, como lembra a canção. E de estar onde está. Há desafios e pessoas diferentes a cada gestão, sendo que tudo e todos “são feitos de uma substância chamada tempo”. A impermanência há tempos elege-se como a única certeza. Mas, no caso desta empresa em especial, consegue-se perpetuar, continuamente, o amadurecimento de seu senso moral.

Isso rege a solidez dos valores que a trouxeram até hoje. O céu é o limite para os que valorizam suas origens, priorizam o ser humano e são capazes de se reinventar – sustentavelmente – a cada transição, com certeza em direção a nenhum fim.

Vida longa e feliz à ArcelorMittal Tubarão, em seus 40 Anos

Sidemberg Rodrigues é Professor de Sustentabilidade em cursos MBA, escritor e cineasta

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