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terça-feira, 24 novembro, 2020

O jogo político do Centrão

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

O movimento visa a sucessão na Câmara, que ocorrerá no início de fevereiro de 2021

Por André Pereira César 

Da “nova política”, cantada em verso e prosa durante a campanha eleitoral de 2018, o presidente Jair Bolsonaro progressivamente se aproximou do Centrão. O megabloco suprapartidário, com cerca de duzentos parlamentares em suas fileiras, hoje é peça fundamental da base governista. A recente indicação de Kassio Nunes Marques para o Supremo Tribunal Federal apenas consolidou esse quadro.

Para relembrar, o Centrão surgiu em 1987, durante a Constituinte. De lá para cá, o grupo ganhou raízes e força. Esteve presente em todos os governos desde então, e foi essencial no processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff – de quem era aliado anteriormente, diga-se.

Até recentemente, o bloco era composto por dez partidos – PL, PSD, PP, PTB, Solidariedade, Avante, Republicanos, PROS, PSD e Patriota. Ele tem maior peso político na Câmara dos Deputados do que no Senado Federal. Trata-se de um agrupamento com considerável poder de fogo, exercendo influência crescente sobre o Planalto.

O Centrão não é monolítico, no entanto. Recentemente, o PTB e o PROS anunciaram seu desligamento do grupo e a formação de um novo bloco com o PSL, ex-partido do presidente Bolsonaro. O movimento visa a sucessão na Câmara, que ocorrerá no início de fevereiro de 2021.

No âmbito Legislativo, o ingresso do Centrão no governo tem duas consequências imediatas. De um lado, a disputa pela presidência das duas Casas foi antecipada e ganhou ares de incerteza. Na Câmara, em especial, os aliados do presidente Rodrigo Maia (DEM/RJ), à princípio favoritos para conquistar a cadeira em fevereiro do próximo ano, ganharam um adversário de respeito. O deputado Arthur Lira (PP/AL), um dos líderes do bloco e muito próximo de Bolsonaro, movimenta-se com desenvoltura visando o posto de Maia. O jogo torna-se mais bruto.

A segunda consequência da entrada do Centrão no governo diz respeito à agenda do Congresso Nacional. As proposições consideradas mais importantes e urgentes, como as reformas tributária e administrativa, deverão ser apreciadas somente mais à frente, por absoluta falta de consenso. Também outros projetos já melhor encaminhados, como a Lei do Gás e os novos marcos dos setores elétrico e ferroviário, ficarão para outro momento. Os três últimos tramitam no Senado, por sinal.

Mesmo a hipótese de se convocar os parlamentares durante o recesso de janeiro para se avançar na pauta tem poucas chances de prosperar. Afinal, faltarão poucas semanas para a escolha dos novos comandantes do Legislativo e o embate deverá estar ainda mais acirrado.

Para o titular do Planalto, o Centrão dá certo conforto temporário, mas acende alguns alertas. A história recente mostra que o bloco é extremamente pragmático e, assim como ingressou, pode deixar o governo quando bem entender. Além disso, o movimento de Bolsonaro desagradou profundamente seus aliados de primeira hora, como os evangélicos e os chamados “bolsonaristas raiz”. O presidente não pode largar totalmente esses apoiadores, sob risco de ficar sozinho em meio à tempestade.

Em suma, ao se aproximar do Centrão, Bolsonaro entrou em uma zona de risco.

André Pereira César é Cientista Político e sócio da Hold Assessoria Legislativa

ES Brasil Digital

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