BNDES terá novo presidente a partir deste mês

Foto: Hoana Gonçalves/Ministério da Economia/Flickr/Divulgação

Com apenas 38 anos, Gustavo Montezano foi aprovado pelo conselho do banco por unanimidade

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá um novo presidente. O nome de Gustavo Montezano foi aprovado de forma unânime pelo Conselho de Administração do banco em uma votação aberta nesta quarta-feira (3).

Com apenas 38 anos, Montezano substituirá o economista Joaquim Levy, que se demitiu do cargo no dia 16 de junho, após ser criticado publicamente por Bolsonaro.

Ele também será responsável por devolver, até o final do ano, mais de 60 bilhões de reais para o Tesouro Nacional, conforme exigência do ministro da Economia, Paulo Guedes, que o indicou ao cargo.

Em sua fala, o novo diretor, que deverá tomar posse nesta sexta-feira (5), prometeu acelerar as vendas de participações do BNDES em outras empresas, além de apoiar as privatizações que o governo pretende promover ao longo dos próximos anos.

Entretanto, alguns membros do conselho estão receosos quanto a inexperiência de Montezano para assumir o cargo. Segundo a Veja, mesmo sendo secretário-ajunto da Secretaria de Desestatização e Desinvestimento do governo, o currículo dele não impressionou.

No entanto, os conselheiros decidiram aprová-lo devido ao compromisso dele em atender às demandas do governo e à expectativa do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Novo presidente do BNDES

Gustavo Henrique Moreira Montezano é economista e engenheiro, formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e mestre em finanças pelo Ibmec. Possui 17 anos de carreira no mercado financeiro, trajetória iniciada como analista de ativos privados do banco Opportunity, no Rio de Janeiro.

Também foi sócio-diretor do banco BTG Pactual em São Paulo, onde era responsável pela divisão de crédito corporativo, e atuou ainda como diretor de operações na ECTP, mais conhecida como BTG Commodities, em Londres. Na Secretaria de Desestatização e Desinvestimento do governo Bolsonaro, era o braço-direito do secretário especial, Salim Mattar.

 

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