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Autoridades reagem à morte da comandante da Guarda de Vitória

Primeira mulher a chefiar a Guarda de Vitória, Dayse Barbosa, 37, deixa filha de 8 anos e legado de ética, coragem e compromisso com a segurança pública

Por Denise Miranda

A morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, provocou forte reação de autoridades e ampliou o debate sobre a escalada da violência contra a mulher no Espírito Santo e no Brasil. O principal suspeito é o namorado da vítima, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que teria cometido suicídio após cometer o crime.

Em entrevista exclusiva à ES Brasil, a secretária estadual das Mulheres, Jacqueline Moraes, descreveu o impacto da notícia. “O sentimento é de impotência total. Eu acordei com essa informação e cheguei a passar mal de tanta angústia. É uma indignação fora do normal”, afirmou. Segundo ela, o caso expõe a persistência de uma cultura patriarcal. “Parece que estamos enxugando gelo. Esses homens ainda carregam a ideia de que a mulher é propriedade”, disse.

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Jacqueline também destacou a gravidade do desfecho. “Ele não encara a Justiça. Comete a atrocidade e se mata. Isso aumenta ainda mais a sensação de impotência, porque nós, enquanto Estado, não podemos puni-lo. Ele mesmo deu a própria sentença”, afirmou, ao reforçar a importância da denúncia precoce como forma de prevenção.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, manifestou pesar. “Recebo com profunda tristeza e indignação a notícia da morte da comandante Dayse Barbosa. Trata-se de um crime brutal, que evidencia a gravidade da violência contra a mulher. Nenhuma justificativa pode existir para tamanha crueldade. Minha solidariedade aos familiares e amigos”, declarou. O vice-governador Ricardo Ferraço também classificou o episódio como inadmissível.

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A vice-prefeita de Vitória, Cris Samorini, destacou o pioneirismo da comandante. “Símbolo de coragem e disciplina. Sua trajetória jamais será esquecida”, afirmou. Já o deputado estadual Capitão Assumção ressaltou a carreira da vítima e disse ter recebido a notícia com “profunda tristeza”, classificando a perda como irreparável. Já o deputado estadual Capitão Assumção ressaltou a carreira da vítima e disse ter recebido a notícia com “profunda tristeza”, classificando a perda como irreparável.

Durante sessão, o presidente da Câmara de Vitória, Anderson Goggi, anunciou luto oficial e comentou o crime. “A gente acorda com a triste notícia que o seu companheiro, um policial rodoviário federal, que deveria cuidar dela, que deveria estar ao lado dela, esse cidadão acaba tirando a vida dela”, afirmou. Ele também fez um apelo: “As mulheres não podem se sujeitar a nenhum tipo de agressão. Quando vocês identificarem qualquer coisa nesse sentido, vocês não podem se calar. Denunciem”.

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No Congresso, o senador Fabiano Contarato também se manifestou e afirmou que o caso representa “mais uma tragédia que revolta a sociedade” e lembrou que Dayse foi a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal de Vitória.

“Trajetória de ética e dedicação”

Dayse Barbosa tinha 37 anos e foi a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal de Vitória. Ela deixa uma filha de 8 anos. No site oficial, a prefeitura da capital lamentou a morte e afirmou que a comandante teve uma trajetória marcada “por ética, dedicação, sensibilidade, coragem e compromisso com a segurança pública e o bem-estar da população”.

A guarda municipal também teve destaque na atuação na defesa dos direitos das mulheres, contribuindo de forma significativa para o enfrentamento à violência e para a construção de uma sociedade mais justa e segura. “Sua partida deixa um legado de respeito, força e compromisso com o serviço público”, disse a Administração Municipal.

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Em reconhecimento à conduta de Dayse e sua relevante contribuição à cidade, a Prefeitura decretou luto oficial de três dias. “A memória de Dayse permanecerá viva como inspiração para todos que tiveram o privilégio de conviver com ela”, finalizou o comunicado.

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