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Medidas de Trump atingem produção da ArcelorMittal Tubarão

A Companhia do empresário indiano Lakshmi Mittal, com unidade no Espírito Santo, abastece laminadora no Alabama com 5 milhões de toneladas por ano 

Por Kikina Sessa

A multinacional ArcelorMittal, que tem a siderúrgica ArcelorMittal Tubarão instalada no Espírito Santo, está entre as mais atingidas pelas medidas anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump de elevar a alíquota de importação do aço para 25%.

A companhia do empresário indiano Lakshmi Mittal abastece 100% das necessidades da laminadora que o grupo, com a Nippon Steel, opera no Alabama (EUA). São 5 milhões de toneladas por ano que vão para essa planta, chamada Calvert.

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Procurada pela reportagem, a assessoria da ArcelorMittal Tubarão disse que a empresa acompanha o posicionamento do Instituto Aço Brasil, que, por meio de nota, disse que “as empresas associadas estão confiantes na abertura de diálogo entre os governos dos dois países, de forma a restabelecer o fluxo de produtos de aço para os Estados Unidos nas bases acordadas em 2018, em razão da parceria ao longo de muitos anos e por entender que a taxação de 25% sobre os produtos de aço brasileiros não será benéfica para ambas as partes”.

Em 2018, no primeiro mandato de Trump, os governos dos Estados Unidos e do Brasil negociaram o estabelecimento de cotas de exportação para o mercado norte-americano de 3,5 milhões de toneladas de semiacabados/placas e 687 mil toneladas de laminados. Tal medida flexibilizou decisão anterior de Trump que havia estabelecido alíquota de importação de aço para 25%.

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“Importante ressaltar que a negociação ocorrida em 2018 atendeu não só o interesse do Brasil em preservar acesso ao seu principal mercado externo de aço, mas também o interesse da indústria de aço norte-americana, demandante de placas brasileiras. Os Estados Unidos importaram, em 2024, 5,6 milhões de toneladas de placas por não dispor de oferta suficiente para a demanda do produto em seu mercado interno, das quais 3,4 milhões de toneladas vieram do Brasil. As exportações brasileiras de produtos de aço para os Estados Unidos cumpriram integralmente as condições estabelecidas no regime de ‘hard quota’, não ultrapassando, em momento algum, os volumes estabelecidos tanto para semiacabados como para produtos laminados”, diz o Instituto.

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