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segunda-feira, 17 junho, 2024

Major do Exército é alvo da PF no ES em investigação que mira Bolsonaro

Major da reserva Angelo Martins Denicoli mantém residência no município de Colatina, Região Noroeste do Espírito Santo

Por Robson Maia

Uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (8) pela Polícia Federal teve como alvo um major da reserva do Exército que mantém residência em Colatina, Região Noroeste do Espírito Santo. Intitulada de Operação “Tempus Veritatis”, as investigações têm como alvo principal o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados políticos.

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As investigações da Polícia Federal (PF) apuram a existência de uma organização criminosa que, segundo a corporação, atuou na tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito no último pleito eleitoral, em 2022. Segundo a PF, o objetivo do grupo era obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente Jair Bolsonaro no poder.

O alvo da operação é o major Angelo Martins Denicoli, que possui residência no município de Colatina. O militar ocupou o cargo de diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do Sistema Único de Saúde no governo bolsonarista até o fim de 2021. A investigação contra Angelo é pela suspeita de produzir notícias falsas, segundo informou a PF.

Além do Espírito Santo, foram cumpridos mandados judiciais no Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. O Exército Brasileiro acompanha o cumprimento de alguns mandados.

Diante da informação da operação da PF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse esperar que o rigor da lei seja aplicado contra aqueles que atacaram a democracia, ao financiar os acampamentos que culminaram na tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2022.

Entre os investigados estão o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, o ex-ministro da Casa Civil general Walter Souza Braga Netto e o ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

“É muito difícil um presidente da República comentar sobre uma operação da Polícia Federal que ocorre em segredo de Justiça. Espero que não ocorra nenhum excesso e seja aplicado o rigor da lei. Sabemos dos ataques à democracia. Precisamos saber quem financiou os acampamentos. Vamos esperar as investigações”, afirmou Lula.

As medidas judiciais que autorizaram as buscas e apreensões foram expedidas pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. Entre elas está a de apreender o passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação é deflagrada após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, ter fechado acordo de colaboração premiada com investigadores da PF. O acordo foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e já recebeu a homologação do STF.

Por meio de redes sociais, o advogado de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, disse que “em cumprimento às decisões de hoje, o presidente Jair Bolsonaro entregará o passaporte às autoridades competentes. Já determinou que seu auxiliar direto, que foi alvo da mesma decisão e que se encontrava em Mambucaba, retorne para sua casa em Brasília, atendendo a ordem de não manter contato com os demais investigados”, postou Wajngarten.

Segundo a investigação, além de Angelo Martins Denicoli, estão entre os alvos da operação:

– o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno Ribeiro Pereira;
– ex-ministro da Casa Civil e da Defesa general Walter Souza Braga Netto;
– ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira;
– major da reserva ngelo Martins Denicoli;
– coronel reformado do Exército Aílton Gonçalves Moraes Barros;
– coronel Guilherme Marques Almeida;
– tenente-coronel Hélio Ferreira Lima;
– tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros
– ex-comandante-geral da Marinha almirante Almir Garnier Santos;
– general Mário Fernandes;
– ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército general Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira;
– general de Brigada reformado Laércio Vergílio;
– Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho;
– ex-ministro da Justiça, Anderson Torres;
– presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Há mandados de prisão contra:

– o ex-assessor especial de Bolsonaro, Felipe Martins
– coronel Bernardo Romão Correa Neto
– coronel da reserva Marcelo Costa Câmara
– major Rafael Martins de Oliveira.

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