Loja foi aberta pelas redes sociais pois empresário não tinha capital para um espaço físico
Por Leulittanna Eller Inoch
Renan Intra, assim como muitos capixabas e brasileiros tinha o sonho de ser dono do próprio negócio, no entanto não enxergava como isso seria possível já que não tinha capital para um local físico. Foi quando, com o incentivo de familiares e amigos próximos, inaugurou a loja pelas redes sociais, o sucesso foi tanto que em pouco tempo conseguiu um espaço físico e hoje ele se prepara para inaugurar outra loja.
Da área de produção industrial, o tempo era algo que o capixaba não tinha, no entanto, para investir no sonho largou o emprego fixo e começou a planejar. “Eu trabalhava 12 horas por dia, estava exausto e não me sentia realizado, não tinha outro caminho então larguei o emprego que tinha e investi na loja com identidade 100% capixaba, que era sonho meu” Diz Renan Intra.
O negócio começou pelas redes sociais, com alguns poucos produtos de produção própria, mas os pedidos foram aumentando e a loja cresceu. “Eu falo que me negócio nasceu e cresceu nas redes sociais, eu não tinha dinheiro pra ter uma loja física, mas claro que era o meu objetivo, as pessoas começaram a gostar e ai foram surgindo encomendas, depois de um tempo abri o primeiro espaço físico”.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), antes da pandemia o número de empresários que usavam as redes sociais para vendas era de 42%, após a pandemia de covid-19 e da quarentena, esse número obteve um aumento de 30% passando para 72%
Novo comportamento de mercado
“O meio digital foi fundamental para o início de uma recuperação dos pequenos negócios, uma alternativa que passou a ser muito mais explorada durante a pandemia. O levantamento aponta que os empresários capixabas têm grande poder de adaptação e que, apesar das dificuldades, conseguiram encontrar maneiras de driblar a crise econômica provocada pela pandemia que pegou todos os setores de surpresa”, aponta o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo.
Sentindo que o mercado do Espírito Santo carecia de um produto que valorizasse o que o estado tinha pra oferecer de melhor, Renan viu uma oportunidade de negócio em um nicho exclusivo. Ele apostou nisso e hoje quase 90% da produção, desde a matéria prima até a mão de obra são 100% capixaba.
“Eu via lojas vendendo marcas de outros estados e me perguntava porque não tinha nada nosso e isso me incomodava, resolvi apostar nisso. Investi em pesquisa de mercado e vi que ali tinha uma excelente oportunidade de crescimento. Nossas roupas são voltadas para o jeito de se vestir do capixaba, desde os tecidos até as estampas.” Explica Renan
A aceitação foi tão boa que o empresário logo viu a oportunidade da marca ficar conhecida também em outros estados, a partir daí a loja criou um e-commerce e hoje exporta para regiões do nordeste e sul do país.
Números
Uma pesquisa exclusiva realizada pela Nuvemshop, plataforma de hospedagem de e-commerce, antes da pandemia o e-commerce de varejo no Brasil representava apenas 5%, após a quarentena o número de lojas abertas saltou para 108%.
Na mesma pesquisa, também foi apontado o comportamento do consumidor e mostrou que só no Espírito Santo o crescimento em compras pela internet cresceu 236% durante a pandemia, mostrando que o mercado já entendeu que essa é um tenência que veio pra ficar.

