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quinta-feira, 23 maio, 2024

Jovens de 9 a 14 anos passam a tomar apenas uma dose de vacina contra HPV

Imunizante previne a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo e o principal causador do câncer de colo de útero

Por Kebim Tamanini

Crianças e adolescentes com idade entre 9 e 14 anos que receberam apenas uma dose da vacina contra o HPV passam a ser considerados vacinados. A medida adotada pelo Ministério da Saúde veio após a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar, após diversos estudos realizados.

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A vacina HPV era aplicada em esquema de duas doses, com intervalo de seis meses entre a aplicação. A adoção da dose única da vacina HPV será somente para as crianças e adolescentes de 09 a 14 anos, mantendo-se as recomendações de esquema de três doses para os demais grupos, como imunocomprometidos e vítimas de violência sexual.

“É uma decisão muito importante, principalmente como estratégia de saúde pública, onde conseguiremos imunizar mais crianças e adolescentes com o mesmo quantitativo de doses. Além dos benefícios que a vacina contra HPV traz, como a possível eliminação do câncer de útero e a redução dos demais cânceres”, explicou a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis (PEI), Danielle Grillo.

Com a nova atualização, que passa a ser necessário apenas uma dose para pessoas de 09 a 14 anos, o Espírito Santo alcançou a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, de 80% de cobertura vacinal, atingindo em meninas de 93,67% e em meninos de 82,53%.

Quem pode se vacinar

A imunização no Brasil, atualmente, é indicada para meninos e meninas de 9 a 14 anos; vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos (homens e mulheres) que não tenham sido imunizadas previamente; pessoas que vivem com HIV; transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea; e pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos.

Infecção

O HPV é considerado atualmente a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo e o principal causador do câncer de colo de útero. A estimativa do ministério é que cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com a doença no Brasil todos os anos.

Apesar de se tratar de uma enfermidade que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e é a quarta causa de morte por câncer em mulheres – sobretudo negras, pobres e com baixos níveis de educação formal.

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