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Inflação dos mais pobres

“Estamos assistindo a um desequilíbrio que gera, inevitavelmente, mais desigualdade”,avaliou o presidente do Corecon-ES, Celso Bissoli Sessa

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, ficou em 0,89% em setembro contra 0,55% em agosto. Entre os itens com maior alta no mês estão o arroz e o feijão.

“Despesas com alimentação têm um peso maior para as pessoas de renda mais baixa. A pressão do comércio internacional sobre a oferta interna gerou problemas para se conseguir itens básicos e permitiu que algumas empresas vissem uma oportunidade de aumentar a margem de lucros sobre esses produtos. É o que estamos vendo agora com os alimentos”, avaliou o presidente do Corecon-ES, Celso Bissoli Sessa.

Além disso, esse cenário é agravado pelo fato de que muitos desses produtos são de difícil substituição. “Está aumentando a diferença entre a inflação dos mais pobres e a dos mais ricos. Estamos assistindo a um desequilíbrio que gera, inevitavelmente, mais desigualdade”.

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