A importância das mulheres na saúde da família

Carolina Giacomin Barros é advogada e diretora administrativa na Clínica Doutor Família Serra

“Nos últimos 10 anos, as doenças cardiovasculares, que atingiam mais os homens, aumentaram na população feminina. Cerca de 40% de todos os casos de infarto agudo do miocárdio no Brasil ocorrem nelas”

As mulheres vivem mais do que os homens, são maioria tanto nas escolas como nas universidades brasileiras, conquistam cada vez mais espaço no mercado de trabalho, estão acostumadas a acumular funções e têm jornada semanal superior quando consideramos todas as “tarefas extras” delas. Março é o mês das mulheres, mas a realidade é que todos os dias do ano deveriam ser utilizados para lembrar da importância da mulher na hora de fazer o mundo girar.

Letícia Giacomin, dentista, especialista em pacientes com necessidades especiais e diretora administrativa na Clínica Doutor Família Serra.

Dados de uma sondagem feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apontam que o número de famílias chefiadas por mulheres saltou de 36,9% para 43,7% entre 2012 e 2017. Elas também são maioria quando o assunto é estudo: 18,8% das mulheres economicamente ativas já completaram pelo menos um curso superior. Entre os homens, este número é de apenas 11%. Os dados são do IBGE e se referem ao período de 1995 a 2015.

Porém, por mais que o desempenho das mulheres brasileiras nos estudos seja superior, ainda existem disparidades entre os sexos em diversas outras áreas. No mercado de trabalho, por exemplo, a remuneração média deles continua sendo maior e os cargos de liderança e diretoria ainda são de predominância masculina. Na política, a participação é ínfima e o número de mulheres é de apenas 10%, mesmo elas sendo mais da metade da população do Brasil.

Apesar de ajudarem os homens no cuidado com a saúde, todo o estresse da rotina dupla (ou até mesmo tripla) tem trazido consequências para elas.

Existe uma frase que diz que “por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher” e temos certeza que a afirmação é real quando observamos a rotina de nossas pacientes e o quão importantes elas são para manutenção da saúde da família.

Cássia Aline do Espírito Santo, advogada e diretora administrativa na Clínica Doutor Família Vila Velha

No dia a dia dos consultórios, clínicas e hospitais é extremamente comum ver as mulheres trazendo os filhos, maridos, pais e irmãos para as consultas. Elas ligam, agendam o horário e ainda acompanham na hora do atendimento. Se os homens estão cuidando mais da saúde nos últimos anos, isso é com certeza “culpa” das mulheres.

Apesar de ajudarem os homens no cuidado com a saúde, todo o estresse da rotina dupla (ou até mesmo tripla) tem trazido consequências para elas. Nos últimos 10 anos, as doenças cardiovasculares, que atingiam mais os homens, aumentaram na população feminina. Cerca de 40% de todos os casos de infarto agudo do miocárdio no Brasil ocorrem nelas, mas, ainda assim, as mulheres se cuidam mais e costumam levar a sério as recomendações médicas para o bem da própria saúde.

A realidade é que ainda temos um longo e árduo caminho para percorrer em busca de respeito e usufruto de todas as nossas conquistas. Por isso, datas como o Dia Internacional da Mulher devem ser aproveitadas para lembrar o quanto somos importantes para fazer o mundo girar, mesmo em coisas tão simples como lembrar os homens de cuidarem da própria saúde.


Carolina Giacomin Barros é advogada e diretora administrativa na Clínica Doutor Família Serra. Contribuíram
Cássia Aline do Espírito Santo, advogada e diretora administrativa na Clínica Doutor Família Vila Velha
Letícia Giacomin, dentista, especialista em pacientes com necessidades especiais e diretora administrativa na Clínica Doutor Família Serra.

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