21.3 C
Vitória
domingo, 23 janeiro, 2022

Gripe Influenza: ES vive uma epidemia, segundo a Sesa

esbrasil_vacinacao
Sesa apela para população completar o esquema de vacinação contra Covid-19 e gripe Influenza. Foto: Diculgação/Sesa

Epidemia de Influenza já levou cinco capixabas a óbito nos últimos vinte dias e vem lotando as UPA’s 

Por Wesley Ribeiro 

Além da pandemia de Covid-19, os capixabas precisam enfrentar outro desafio na área de saúde: uma epidemia da gripe Influenza. Diante da situação, o secretário de estado de Saúde, Nésio Fernandes de Medeiros Junior, veio a público e apelou para que a população mantenha as medidas sanitárias e busque completar o esquema vacinal o quanto antes. 

“Nos próximos dias, vamos viver a transição da predominância da variante Delta para a variante Ômicron da Covid-19, e em sobreposição a isso, temos a epidemia de Influenza que pressiona toda a rede de atendimento de saúde. Conseguimos 80% de cobertura vacinal, mas não foi suficiente para impedir a circulação da influenza. Estamos vivendo uma epidemia”, alertou o secretário durante um pronunciamento transmitido pela internet na tarde desta terça-feira, 28 de dezembro.

O Estado ainda aguarda o resultado do sequenciamento de um determinado número de amostras para diagnosticar se a variante Darwin da Influenza, presente em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, já estaria circulando no Espírito Santo. A variante H3N2 já foi confirmada e, nos últimos vinte dias, cinco capixabas vieram a óbito pela gripe.

Segundo Junior, a epidemia deve se prolongar por 60 dias podendo ter um novo momento a partir dos meses de março e abril de 2022. “Não avaliamos como factível que essa epidemia vá se resolver nos próximos 15 dias. Por isso, as medidas de segurança devem perseverar por um longo prazo”, alertou pela segunda vez.

Ele explicou ainda que, no caso da gripe Influenza, o uso de máscara é ainda mais eficaz do que na Covid-19. Além disso, o uso de álcool em gel, o distanciamento social especialmente em casos de infecção, a higienização de superfícies, e acima de tudo, a vacina, são a melhor forma de diminuir a sua propagação.

Diagnóstico 

Sobre o diagnóstico, o secretário orientou que os capixabas com sintomas gripais devem procurar as unidades básicas de saúde mais próximas para a realização de testes com o objetivo de identificar Covid-19 ou Influenza e dar início ao tratamento adequado.

“Diante de qualquer contexto de resfriado incluindo diarreia e vômitos, recomendamos que procurem as unidades básicas de saúde. Ressaltamos que febre alta não é sintoma de gravidade ao ponto de ter que ir para as Unidades de Pronto Atendimento”, ressaltou.

Isso porque nas primeiras 48 horas após a infecção os sintomas de Covid-19 e Influenza são parecidos. “Somente o exame pode oferecer o diagnóstico mais preciso. Estamos tomando as medidas para que as unidades básicas possam fazer os testes adequados na atenção primária, além do tratamento”, reiterou.

Testes 

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) distribuiu 600 mil testes para a Influenza. Além de solicitar 1,5 milhão de testes de antígenos ao Ministério da Saúde (MS) para ampliar o rastreamento da população infectada pelo coronavírus. O objetivo é descobrir o alcance da variante Ômicron no estado.

Superlotação 

Enquanto isso o número de pacientes a procura de atendimento médico por causa de sintomas gripais só aumenta na Grande Vitória.

“Foi observado que nas últimas duas semanas a procura por unidades de pronto atendimento superou a quantidade estimada para época, com aumento também de exames analisados e da taxa de positividade por Influenza. Em outubro, a taxa era de 0,04%, e em dezembro, até o dia 13, registrou-se taxa de positividade crescente de 7,3% em todo o estado”, diz parte de um comunicado da Sesa destinado aos profissionais de saúde.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Continua após publicidade

Fique por dentro

Vida Capixaba

Continua após publicidade