Parlamentares manifestam solidariedade aos garis, que reivindicam a regulamentação da profissão no Congresso Nacional
Por Amanda Amaral
Já com dos dias de paralisação, segue na Grande Vitória a greve nacional dos garis. Nesta terça-feira (23), foi programada uma passeata. No mesmo dia, deputados estaduais repercutiram o movimento na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales).
A greve no Espírito Santo faz parte de um movimento nacional. A categoria quer pressionar o Congresso Nacional para a aprovação do Projeto de Lei (PL) 4.146/2020, que regulamenta a profissão de trabalhador essencial de limpeza urbana.
A passeata teve concentração na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Serviços Similares no Estado do Espírito Santo (Sindilimpe-ES), em Gurigica, e seguiu para o Palácio Anchieta, no Centro.
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O texto do PL trata de carga horária semanal de 40 horas, da instituição do piso salarial nacional, adicional de insalubridade de grau máximo, aposentadoria, entre outras garantias trabalhistas. Em razão da paralisação, Prefeituras na Grande Vitória solicitam que o lixo não seja colocado para coleta pelos moradores.
O que disseram os deputados?
Um dos que se manifestou a favor da greve foi o deputado Sergio Meneguelli (PSD). Ele afirmou que quando prefeito de Colatina concedeu 40% de insalubridade aos trabalhadores coletores, índice máximo permitido pela legislação.
“Importante é reconhecer o seu valor, instalar o piso salarial da categoria, peço aos senadores e deputados capixabas, mais uma vez, que lutem no Congresso para que esse piso venha ser uma realidade”, defendeu.
Já o presidente da Ales, Marcelo Santos (União), externou solidariedade aos garis em greve, dizendo que tem respeito e carinho pela categoria, “não diferente de todas as outras. Cada um tem o seu papel, sua missão, e o gari tem um papel fundamental na vida das cidades e das pessoas”, enfatizou o deputado.

