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PF encontra suposto esconderijo de dinheiro de Geddel

Ex-ministro da Secretaria de Governo de Temer, Geddel Vieira Lima estaria guardando milhares de notas de reais em um apartamento em Salvador.

Ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) é suspeito de guardar milhões de reais em espécie. A Polícia Federal (PF) encontrou nesta terça-feira (5), malas e caixas de papelão cheias de milhares de notas de R$ 50 e R$ 100. O dinheiro foi encontrado em um apartamento localizado em Salvador, Bahia.

A descoberta do suposto “bunker” de Geddel foi feita durante a Operação Tesouro Perdido. O mandado de busca e apreensão da operação o Tesouro Perdido foi emitido pela 10ª Vara Federal de Brasília.

Segundo a PF, após investigações decorrentes das últimas fases da Cui Bono, os agentes chegaram ao esconderijo do dinheiro. “Durante as buscas foi encontrada grande quantia de dinheiro em espécie. Os valores apreendidos serão transportados a um banco onde será contabilizado e depositado em conta judicial”, esclareceu a PF em nota.

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Geddel

O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi citado nas delações do empresário Joesley Batista e do operador financeiro Lúcio Funaro. Preso em julho acusado de participar de esquema ilegal de liberação de recursos na Caixa. Foi vice-presidente do banco durante a gestão Dilma Rousseff.

Filiado ao PMDB e próximo de Temer, exerceu a função de ministro da Secretaria de Governo, responsável pela articulação política do Palácio com o Congresso. Geddel também realizava a distribuição de cargos e de emendas parlamentares. Desde 12 de julho, está em prisão domiciliar, sem o uso de tornozeleira eletrônica por ordem do desembargador Ney Bello.

Geddel foi ministro de Temer até ser acusado, pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de pressioná-lo a liberar um empreendimento imobiliário na Bahia. Geddel tem um imóvel no prédio que havia sido barrado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), subordinado ao Ministério da Cultura. A área onde está o imóvel é tombada. Após o caso ser revelado, Geddel pediu demissão, ainda em novembro do ano passado.

Investigação

Poucas semanas depois, Geddel se tornou um dos investigados na Operação Cui Bono, deflagrada em 13 de janeiro. A apuração é de irregularidades cometidas na vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa, durante o comando do peemedebista.

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A investigação teve origem na análise de conversas registradas em um aparelho de telefone celular apreendido na casa do então deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). As mensagens indicam que Cunha e Geddel garantiam a liberação de recursos por vários setores da Caixa a empresas. Após o recebimento, essas empresas pagavam vantagens indevidas aos dois e a outros integrantes do esquema, entre eles Fábio Cleto.

Cleto, que ocupou por indicação de Eduardo Cunha a vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias, foi o primeiro a citar Geddel aos investigadores. Ainda em 2016, fechou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República.

Em 4 de julho deste ano, Geddel foi preso sob acusação do MPF (Ministério Público Federal) de tentativa de obstrução das investigações. Nove dias depois, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) decretou prisão domiciliar a Geddel, mesmo sem a tornozeleira eletrônica.

Há outros quatro presos preventivos no âmbito das investigações da Operação Sépsis Cui Bono. O ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o doleiro Lúcio Funaro e André Luiz de Souza. Todos apontados como integrantes da organização criminosa que agiu dentro da Caixa Econômica Federal.

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No caso de Cunha, Alves e Funaro, já existe uma ação penal em andamento. Os três são réus no processo que apurou pagamento de propina para liberação de recursos do FI-FGTS. Recurso utilizado para a construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Além deles, respondem à ação, Alexandre Margoto e Fábio Cleto.

 

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