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Fim do El Niño: especialistas avaliam possível desenvolvimento de La Niña

Saiba como atuam e os possíveis impactos que podem causar no Espírito Santo com essa mudança de fenômenos

Por Kebim Tamanini

De junho de 2023 até abril deste ano, certamente o público escutou ou leu bastante sobre um fenômeno climático com nome em espanhol chamado de El Niño. Com o fim deste fenômeno climático, outro poderá aparecer nos próximos dias ou, quiçá, meses, chamado de La Niña. Contudo, embora sejam nomes muito ouvidos ou lidos, muitos leitores ou telespectadores desconhecem os impactos que cada um traz ao Espírito Santo.

De acordo com cientistas do Serviço de Meteorologia da Austrália, o fenômeno El Niño terminou em meados de abril, após aumentar as temperaturas não só no Brasil, mas em todo o mundo. O fim deste efeito foi declarado após comprovar-se que o Oceano Pacífico teve uma redução de temperatura, conforme dados coletados pelo grupo de pesquisa australiano.

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Durante todo o período do El Niño, em que ocorreram fortes chuvas em diversas regiões do Brasil e também no Espírito Santo, o meteorologista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Hugo Ramos, esclarece que o fenômeno não interfere no regime de chuvas para a região do Estado capixaba, mas está associado ao padrão de temperaturas, como as altas cond que tivemos nos últimos meses.

“O único, digamos assim, efeito que a gente tem aqui na nossa região é em função das temperaturas. Uma vez que, nos meses de El Niño, a gente tem o efeito do aumento das temperaturas”, destaca Ramos.

O meteorologista esclareceu que os impactos com grande quantidade de chuva ocasionados pelo El Niño acontecem em apenas três áreas do Brasil: a Região Amazônica, o leste do Nordeste e a Região Sul do Brasil, o que não é constante nas outras áreas do país.

Saiba como atuam e os possíveis impactos que podem causar no Espírito Santo com essa mudança de fenômenos
Cientistas afirmam não terem certeza se terá o fenômeno La Nina. Foto: Clima Ao Vivo

E o La Niña?

Com o término do fenômeno El Niño, os especialistas australianos indicam a possibilidade de desenvolvimento do fenômeno La Niña nos próximos meses. Entretanto, conforme comunicado divulgado pelo Serviço de Meteorologia da Austrália, ainda não há uma certeza concreta sobre essa transição climática.

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Vale esclarecer que o fenômeno La Niña possui efeitos contrários ao El Niño. Enquanto este último é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, resultando em temperaturas mais elevadas e alterações climáticas significativas, La Niña provoca o resfriamento das temperaturas oceânicas, o que pode impactar a formação de tempestades e até mesmo furacões.

“Geralmente, se analisarmos o comportamento durante o El Niño, mesmo com a ocorrência de frentes frias, não houve tantos eventos assim, o que significa que a média das temperaturas permaneceu elevada nessa época. No entanto, quando ocorre a transição para o fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento da temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial, isso pode resultar em uma leve queda na temperatura média”, comentou o meteorologista do Incaper sobre as diferenças e o que pode ocorrer caso o La Niña se desenvolva.

Período dos Fenômenos

O El Niño não tem um período fixo de duração, podendo variar entre 9 e 12 meses, e sua intensidade também pode variar, de acordo com os cientistas do clima. Da mesma forma, o fenômeno La Niña pode durar de 9 meses a três anos, e sua previsão depende de observações climáticas e modelos meteorológicos avançados.

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