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sexta-feira, 14 junho, 2024

ES: R$ 26 milhões em venda de celulares por empresas laranjas

Além da venda ilegal realizada por 21 empresas, a maioria da Grande Vitória, foram apreendidos 221 celulares

Durante uma operação focada na venda de telefones celulares sem notas fiscais, os auditores fiscais da Secretaria da Fazendo (Sefaz) identificaram a movimentação de R$ 26 milhões em vendas de aparelhos, todas realizadas por empresas laranjas.

A operação foi batizada de “Ligação Obscura” e foi realizada na quarta-feira (23). Os R$ 26 milhões foram movimentados por 21 empresas, do início de 2021 até o momento. A maior parte das empresas está localizada na Grande Vitória. São quatro em Cariacica, três em Vila Velha, três na Serra e duas em Vitória.

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Esquema Ilegal

“Foi verificado que as empresas faziam a emissão de notas fiscais falsas para que outras lojas fizessem a regularização da mercadoria”, explicou a auditora fiscal da Receita Estadual, Mila Nogueira Dessaune, que participou da ação.

“Esse esquema é completamente ilegal. As notas fiscais emitidas pelas empresas laranjas são consideradas documentos inidôneos, portanto falsos”, acrescentou Mila Dessaune. As 21 empresas terão suas inscrições estaduais cassadas.

Apreensão de Celulares

ES: R$ 26 milhões em venda de celulares por empresas laranjas
A multa para as empresas que vendiam os produtos sem nota fiscal vai superar R$ 150 mil. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Além das empresas laranjas, a Operação vistoriou lojas e distribuidoras de celulares localizadas em Vitória e Vila Velha, onde foi feita a apreensão de 221 celulares smartphones, entre outros equipamentos eletrônicos, como tablets, relógios e caixas de som. O valor das mercadorias apreendidas gira em torno de R$ 450 mil. Já a multa para as empresas que vendiam os produtos sem nota fiscal vai superar os R$ 150 mil.

“Essa operação ainda terá outros desdobramentos. Vamos checar o histórico de venda das empresas laranjas, analisar com quem elas comercializavam e aumentar as auditorias sobre as companhias que tinham relações comerciais com essas que cometiam as fraudes”, disse o auditor fiscal e gerente Fiscal, Arthur Nunes.

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