Em um mês de ajustes no mercado de trabalho, comércio e serviços responderam pela criação de mais de 2.200 vagas de emprego formais em outubro
Maxieni Muniz
Mesmo em um cenário de reacomodação do mercado de trabalho, o Espírito Santo encontrou no setor terciário seu principal eixo de sustentação do emprego. Comércio e serviços encerraram o mês de outubro com a criação de 2.299 vagas formais, resultado que confirma o papel estratégico dessas atividades na manutenção do dinamismo econômico e na geração de oportunidades no estado.
Os dados, apurados pelo Connect Fecomércio-ES com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que o comércio respondeu por 1.291 novas vagas, enquanto os serviços abriram outros 1.008 postos. O saldo positivo foi impulsionado, sobretudo, pelos segmentos de varejo e de alojamento e alimentação, tradicionalmente mais aquecidos no último trimestre do ano e diretamente ligados ao consumo das famílias.

No varejo, foram registradas 721 novas contratações, com destaque para supermercados e lojas de vestuário e acessórios. Já o segmento de alojamento e alimentação criou 727 empregos formais no mês, refletindo tanto a retomada do fluxo de consumidores quanto a preparação do setor para a alta sazonal do turismo e das festas de fim de ano.
Para o economista Vaner Corrêa Simões Junior, a criação de vagas em segmentos como varejo, alojamento e alimentação reflete não apenas a sazonalidade positiva do último trimestre, mas também uma mudança estrutural da economia estado, cada vez mais orientada para serviços, turismo e atividades de baixo tempo de maturação.
“Para os próximos meses, a tendência é de manutenção desse protagonismo, ainda que em ritmo mais moderado, condicionado ao comportamento da renda real, do crédito e da confiança do consumidor.”, avalia Simões Junior.
O desempenho do comércio e dos serviços ganha ainda mais relevância quando observado no contexto mais amplo da economia capixaba. Em outubro, a indústria, a construção e a agropecuária registraram saldos negativos de emprego, movimento que levou o estado a encerrar o mês com redução líquida de vagas em relação a setembro.
Com o resultado, o Espírito Santo passou a contabilizar 931.941 vínculos formais, um crescimento de 1,7% na comparação com outubro de 2024. No período, comércio e serviços lideraram as expansões proporcionais do emprego, reforçando a mudança estrutural no perfil da economia estadual, cada vez mais concentrada em atividades ligadas ao consumo, aos serviços e ao turismo.

