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quinta-feira, 18 abril, 2024

Diálogos ES Brasil – Desafios econômicos em 2023

A ES Brasil convidou três especialistas para debater sobre os desafios econômicos em 2023 no Brasil e no Espírito Santo 

Por Amanda Amaral

Quais serão os desafios econômicos do país em 2023? O próximo presidente do Brasil e o próximo governador do Estado do Espírito Santo assumirão a gestão diante de problemas como a inflação, aumento da pobreza, elevação das taxas de juros e o crescimento da inadimplência.

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Para comentar sobre a gestão econômica dos eleitos em 2023, a ES Brasil convidou para um debate a doutora em Economia e professora Arilda Teixeira, o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES), Claudeci Pereira Neto, e o economista do Tesouro Estadual e membro do Conselho Federal de Economia, Eduardo Araújo.

Inflação e taxa de juros

Claudeci Neto destacou que o processo inflacionário ocorre tanto no Brasil quanto em outros países do mundo e que a subida das taxas de juros pode ser um entrave para a atração de novos investimentos para o país e o Espírito Santo.

“O dólar hoje é uma moeda forte e os Estados Unidos é um país mais confiável do que o Brasil, então o fluxo de capitais tende a ser direcionado para estes países com a elevação das taxas de juros”, disse.

Reforma Tributária e gestão fiscal

A reforma tributária também entrou em debate e, segundo o presidente do Corecon-ES, ela deve gerar lucro e beneficiar os trabalhadores. Já a questão da dívida pública preocupa, segundo Eduardo Araújo.

“Há dez anos atrás a dívida bruta era 50% em relação ao PIB – Produto Interno Bruto, no momento em que estamos hoje, ela oscila em torno de 80%, disse. O economista do Tesouro Estadual também falou sobre o teto de gastos e frisou: “Passamos por um momento de grande desafio social como os programas de transferência de renda”.

Este desafio também foi pontuado pela professora Arilda Teixeira. “A gravidade da situação alegada pelo governo federal para adotar o Auxílio Emergencial não justifica o que foi feito. Os gastos feitos não foram para mitigar os entraves ao crescimento econômico e é a estabilidade da economia que vai instigar os investimentos”, analisou.

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