- Continua após a publicidade -

Houve afastamento entre Bolsonaro e Heleno no final do governo, diz defesa

Advogado de ex-GSI argumenta que general era contra política tradicional e se distanciou

O advogado Matheus Mayer Milanez, que representa a defesa do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno, disse que seu cliente teve um “afastamento” de Jair Bolsonaro no fim da gestão do ex-presidente.

Em sua sustentação oral no segundo dia de julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, Milanez afirmou que Heleno “era contra essa política tradicional” e que o afastamento se iniciou com a aproximação de Bolsonaro do Centrão.

“O general Heleno era contra essa política tradicional, ele era a favor não de políticos de carreira, mas de pessoas que se destacassem pelo interesse na defesa nacional. Por conta desse posicionamento dele, muito claro desde o início do mandato, quando o presidente Bolsonaro se aproxima dos partidos do Centrão, inicia-se um afastamento da cúpula do poder. Não existia um afastamento 100%, até porque se houvesse, ele desembarcaria do governo. Mas publicamente ele sempre foi apoiador”, argumentou Milanez.

- Continua após a publicidade -

Conteúdo em Alta

“Cada processo possui um rosto”, diz novo desembargador
O peso eleitoral do voto dos evangélicos em...
STF decide e encerra disputa sobre prefeitura em...
Moraes concede prisão domiciliar ao general Heleno
Flávio diz concordar com Tarcísio sobre ter outros...
Netanyahu quer reduzir apoio militar dos EUA a...
Moraes vê ligação de Ramagem e Bolsonaro contra...
PF confirma prisão de Alexandre Ramagem nos EUA
A responsabilidade de preservar a estabilidade federativa
Presidente do TRE-ES participa de encontro nacional do...

O advogado citou uma reportagem da revista Veja com título “O melancólico fim de Augusto Heleno no governo Bolsonaro” como argumento para justificar esse afastamento do general em relação ao ex-presidente. Também mencionou depoimentos de testemunhas que apontaram para um distanciamento dos dois, dentre eles o general Freire Gomes, então comandante do Exército, e Mauro Cid, então ajudante de ordens de Bolsonaro.

Esse afastamento foi usado por Milanez para justificar que Heleno não era um “consultor” do ex-presidente, conforme apontado pela Procuradoria-Geral da República.

O advogado também afirmou que Heleno não participou de uma transmissão ao vivo feita pelo ex-presidente em 2021, quando, no entendimento da PGR, teria se iniciado a trama golpista por meio de discursos do então presidente contra as urnas eletrônicas e o processo eleitoral.

“Se esta sessão (da Primeira Turma do STF) fosse transmitida, todos os assessores sentados ao fundo estariam envolvidos, pois da mesma forma estava o general Heleno. Ele não se manifestou, ele não falou, ele estava mexendo no seu telefone. Mas para o Ministério Público essa é uma forma indelével de participação. Com toda a vênia, carece de força”, argumentou. (Com informações da Agência Estadão, Por Gabriel Hirabahasi, Lavínia Kaucz e Pepita Ortega).

- Continua após a publicidade -

Leia Mais

Vitória recebe 1º encontro nacional de reciclagem
Câmara aprova PEC do fim da 6×1 e...
Rosane Santos: ESG ajuda as organizações a terem...
Quatro réus do Núcleo 1 apresentam novos recursos
Flávio Bolsonaro se reúne com PP e União,...
Carlos Miguel exalta Abel após vitória
Advogado contesta PGR e diz que fala isolada...
Ato bolsonarista no Rio tem público estimado de...
Julgamento sobre nepotismo em cargos públicos é adiado
Diploma Geovani: veja honraria criada após morte do...

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -