Encontro promovido pelo Ministério do Planejamento busca dialogar com estados para a construção de um planejamento sustentável para o Brasil
Por Kikina Sessa
Como será o Brasil em 2050? A resposta começou a ser construída em Vitória, com a realização do primeiro encontro regional dos “Diálogos para Construção da Estratégia Brasil 2025-2050”. O auditório do Sebrae foi palco do evento promovido pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), que reuniu autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil para desenhar um plano inclusivo e sustentável para o país.
“Temos a missão de elaborar um plano de longo prazo que seja capaz de mobilizar parcerias e investimentos numa direção convergente com o desenvolvimento do país nos próximos 25 anos. Para isso, é necessário que a Estratégia Brasil 2050 tenha robustez e legitimidade, o que temos buscado a partir de uma construção amplamente colaborativa e participativa”, destacou Virgínia de Ângelis, secretária Nacional de Planejamento que representou a ministra Simone Tebet.
A formulação da Estratégia Brasil 2050 tem como pilar central a participação social, com o engajamento de atores-chaves dos mais diversos setores, nas esferas pública e privada, nos três níveis de governo.
O Espírito Santo sediou o primeiro de uma série de encontros que vão acontecer até junho. Por meio deles, o governo ouve lideranças e especialistas de diversas áreas que apresentam desafios e potencialidades que devem ser enfrentados para chegar ao futuro.
Para alcançar um país “mais próspero, mais justo, mais inclusivo e sustentável”, explicou Virgínia, será fundamental mobilizar a sociedade e garantir que o plano ultrapasse mandatos políticos. “A gente precisa construir um pacto federativo pelo desenvolvimento no longo prazo. Pensar apenas no curto prazo não tem sido eficaz”, afirmou.
Desafios: Que futuro queremos?
O desafio central é a agenda de infraestrutura resiliente às mudanças climáticas. Apesar dos estados e municípios serem responsáveis por 83% dos investimentos públicos no país, ainda há resistência em adotar métodos modernos que considerem a resiliência climática.
O secretário de Planejamento do Espírito Santo, Álvaro Duboc, destacou na ocasião que o principal desafio ao construir um planejamento de longo prazo está nas rápidas e profundas transformações sociais que vêm passando ano a ano. Segundo ele, o planejamento deve focar não apenas na resolução de problemas históricos como “desigualdade social” e “desigualdade regional”, mas também em desafios inéditos da sociedade moderna.
O evento em Vitória, realizado no dia 20 de março, focou na discussão em torno de painéis com representantes da sociedade civil em temas como educação, meio ambiente, economia e energia, trazendo à tona as potencialidades e desafios específicos da região Sudeste e do Espírito Santo. Especialistas locais apresentaram suas visões, colaborando para que as particularidades regionais sejam contempladas e valorizadas nas políticas públicas futuras. Todas as discussões apontamentos serão utilizados na formatação da Estratégia prevista para ser entregue ainda este ano.

