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domingo, 16 maio, 2021

Crise para quem não pesquisa

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Pesquisar seus mercados, traçar cenários realistas e tomar decisões embasadas em dados é a melhor solução

Por Carla Pollake

Vivemos uma crise – e das grandes. Mas, quem nunca ouviu que crises trazem oportunidades? Aqueles que neste momento decidiram investir em pesquisas e mapear cenários encontraram oportunidades e estão colhendo excelentes resultados. Uma realidade que pode ser constatada no Espírito Santo.

Não estar atentos aos dados faz com que empresários capixabas se percam em suas estratégias e fiquem dando “murros em ponta de faca” ao invés de observar e estudar melhor seus cenários para nortearem suas estratégias de readequação ao mercado.

Não se aprofundar no perfil econômico e cultural de seus clientes, por exemplo, faz com que informações relevantes para seus negócios passem despercebidas. Quantos sabem, por exemplo, que o consumidor capixaba possui um potencial de consumo de se destaca no País?

O Espírito Santo tem rendimento médio por família, ligeiramente mais alto que a média nacional (1.477,00 contra 1.439,00) e é o sétimo melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país (0,740). Isso indica uma preocupação com a qualidade de vida e a capacidade de investir por meio do consumo.

Além disso, o indicador de distribuição da população em classes socioeconômicas: 47,1% da população capixaba estão nas classes AB e 41,53% na classe C, ou seja, apenas 11,25% da população têm baixo poder de consumo. Estes números refletem o grau de escolaridade da região Sudeste (44,6%), onde o Espírito Santo se destaca em 4º lugar em número de matriculados em faculdades particulares.

Os dados apresentados acima foram obtidos em fontes confiáveis como o IBGE e sites de entidades e jornais relevantes. Eles nos permitem concluir que possuímos um potencial de consumo elevado. O setor empresarial precisa, portanto, ficar atento a essa parcela da população, que têm condições e vontade de consumir.

Há setores da economia que seguem operando bem, como os de alimentos e bebidas, construção, saúde, moda e beleza, eletrônicos e itens para a casa. Tais setores estão mantendo empregos e até aumentando a força de trabalho e os salários. Temos, ainda, uma parcela considerável da população que manteve seus empregos.

Tudo isso tem de ser considerado na hora de traçar estratégias de marketing, de venda, de produção e de logística. Quem se baseia em dados de pesquisas consistentes não vive de achismos e palpites e se torna apto a encontrar oportunidades onde outros só enxergam crise e desalento.

As alternativas para superação da atual crise econômica passam por iniciativas como ajuste fiscal, oferta de crédito e flexibilização de regras trabalhistas, entre outras. Também requer lideranças empresariais preparadas para encarar os desafios impostos pelas rápidas mudanças, capacitar equipes e, até mesmo, fazer valer o bom e velho “não se dar por vencido”. É hora de lutar com determinação, encontrar caminhos e desenvolver estratégias eficazes, com pragmatismo.

Pesquisar seus mercados, traçar cenários realistas e tomar decisões embasadas em dados é a melhor (se não a única) solução.

Fica a dica e votos de sucesso. Como se diz: “Quem sabe faz a hora; não espera acontecer”. Aconteça.

Carla Pollake é Diretora Executiva da Pollake Pesquisa e Consultora

ES Brasil Digital

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