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quarta-feira, 3 junho, 2020

Ameaças e Retrocessos dos Conflitos Comerciais

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Permanecem as intransigências nas relações comerciais. Com isso começam a externarem-se protecionismos reinaugurando nova (e temerária) temporada de beggar my neighbor

A última vez que isso aconteceu, entre os anos 1920-1930, o Nazismo se instalou na Europa e na Ásia, disseminando a intolerância, o racismo e o antisemitismo.

No seu rastro veio, a II Guerra Mundial que destruiu a Europa e matou quase 80.000.000 pessoas; a destruição de Hiroshima e Nagasaki, com explosão de duas bombas que matou quase 200 mil pessoas; e a morte de 2000 pessoas no ataque à Base Naval de Pearl Habor.

Neste momento, ainda é possível evitar chegar-se ao ponto de 1945.

Basta lembrar que radicalismo – com protecionismo e nacionalismo a reboque – não é solução para as distorções que os radicais/protecionistas propõem corrigir – desvios de comércio decorrente às práticas desleais, inclusive de membros da OMC.

Ele polariza a discussão, enquanto o que se precisa é de bom senso, para se chegar a um consenso.

As distorções apontadas pelo discurso protecionista são, principalmente, resultado do gradativo abandono ao apoio (e à prática) do multilateralismo, a partir dos anos 2000 pela comunidade econômica mundial. Ele foi relegado a simples retórica. Na prática, foi boicotado pelas dificuldades dos países membros da OMC para entender que seria mais produtivo completar as ofertas domésticas dos setores ineficientes com importações.

Essa opção lhes permitiria garantir o abastecimento domésticos desses setores, enquanto concentrar-se-iam esforços para ampliar a competitividade daqueles que fossem detentores de vantagens comparativas suficientes para adquirir capacidade de inserção externa e alcançar os  ganhos de comércio.

Mas, ao contrário, abusou-se, dissimuladamente, de práticas desleais. E tal comportamento propagou a desconfiança entre os membros e dificultou as concessões mútuas necessárias para o sucesso do multilateralismo.

As dificuldades sobrevindas da crise de 2008 reforçou a indisposição para negociação e gerou um solo fértil para desenterrar a cultura do beggar my neighbour do século XX.

Um retrocesso, que por sua vez, foi acolhido pelo conflito de interesses entre Estados e Mercados.

O atual paradigma tecnológico selara a internacionalização dos mercados e destituíra os Estados Nacionais do poder de decidir sobre os rumos da economia (doméstica e internacional). Nesse padrão de comércio não cabe barreiras porque a complementaridade da cadeia produtiva é a espinha dorsal para otimizar escala de produção e reduzir custos.

O destino de um investimento depende da atratividade do mercado que o acolherá – qualidade do mercado de trabalho, proximidade com mercado de insumos, infraestrutura para escoamento da produção, integração dos modais de transporte, segurança jurídica.

A ordem é otimizar processos e aproveitar escalas. Nela, só participa quem for eficiente.

Essa dinâmica alijou os ineficientes. Alijados, recorrem aos governos para protegê-los.

A visão parcial de alguns governantes os leva ao anacrônico discurso nacionalista de proteger os mercados domésticos associando essa bandeira à soberania nacional.

O problema é que essa bandeira pode trazer efeitos nefastos……


Arilda Teixeira é Economista e professora da Fucape
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