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Rúben Amorim aponta dificuldades após um mês no United: ‘Dois passos à frente e um para trás’

O time foi eliminado da Copa da Liga inglesa, diante do Tottenham, e sofreu dura derrota por 3 a 0 para o Bournemouth, em pleno Old Trafford

Um mês após assumir o comando do Manchester United, o técnico Rúben Amorim fez um balanço deste início de trabalho à frente do clube e admitiu ter encontrado mais dificuldades do que esperava no gigante inglês. Por enquanto, o desempenho tem sido irregular, com quatro vitórias, quatro derrotas e um empate

“Eu sabia que seria muito difícil, mas é um mundo completamente diferente, de muitos altos e baixos. Às vezes, parece que damos dois passos à frente, depois um para trás, voltamos a dar mais dois para trás e três para a frente. Tem sido um pouco isso. E pouco tempo para treinar, mas isso também já sabíamos”, analisou o comandante português em entrevista à DAZN.

Toda a confiança conquistada após o triunfo sobre o rival Manchester City, fora de casa, pelo Campeonato Inglês, ruiu com a eliminação na Copa da Liga inglesa, diante do Tottenham, e a dura derrota por 3 a 0 para o Bournemouth, em pleno Old Trafford, no domingo. Apenas 13º colocado na tabela, com 22 pontos em 17 partidas, o United busca a reabilitação nesta quinta-feira, às 14h30 (horário de Brasília), diante do ameaçado Wolverhampton.

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“Estamos focados em ganhar jogos, porque nós temos de ganhar jogos. Principalmente aqui, onde a pressão é muito grande. Atravessamos um momento difícil, mas, independentemente do contexto, todo mundo espera que ganhemos todos os jogos”, desabafou Amorim. “Só que entre passar e receber a informação, conhecer o que os jogadores gostam ou estão preparados para fazer, ver os pequenos detalhes na forma de jogar é um grande desafio”, explicou.

Rúben Amorim também reclamou do excesso de jogos e, consequentemente, da dificuldade para formar uma base titular, principalmente com tão pouco tempo de trabalho no clube. “É difícil, porque estamos habituados a uma coisa e, quando chegamos a outro clube, ainda não há aquele trabalho de base e, portanto, as mudanças nem sempre ajudam. Mas os jogos são tão seguidos, que é muito difícil. Nós temos de fazer uma gestão, cuidar dos que voltam de lesão”, comentou.

“Depois, é difícil encontrar uma base ou os 11 perfeitos quando não conhecemos muito bem os jogadores. Há a estratégia de jogo e, se trabalharmos com uma base (titular) para ter coesão, vamos perder o restantes dos jogadores. Então, é difícil encontrar um equilíbrio, mas é o que estamos buscando enquanto tentamos ganhar os jogos ao mesmo tempo”, pontuou. (Agência Estado)

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