Carlos Ola revela bastidores e desafios de manter, por 25 anos, o Festival Nacional de Teatro de Guaçuí
Colocar de pé um festival de teatro no interior do Espírito Santo e mantê-lo por mais de duas décadas é resultado de muito mais do que paixão pela arte. É trabalho constante, formação de público, articulação com artistas de várias partes do Brasil — e, acima de tudo, resiliência. Essa é a história por trás do Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, que completa 25 edições neste ano sob a direção de seu idealizador, Carlos Ola. Confira a programação aqui.
Em entrevista à ES Brasil, o ator e diretor relembra como tudo começou: do grupo Gota, Pó e Poeira, fundado em 1983 em Guaçuí, ao primeiro festival realizado no recém-inaugurado Teatro Municipal Fernando Torres, no ano 2000. “A gente não tinha apoio, só o prédio e a vontade. Mas conhecia gente do teatro no Brasil inteiro e pensei: ‘por que não trazer essas peças para cá?’”, conta Carlos.
Ao longo dos anos, o festival se consolidou como um dos principais eventos cênicos do estado, oferecendo uma programação que vai além dos espetáculos. Oficinas, debates e ações formativas fazem parte da proposta desde o início. Carlos acredita que o teatro tem impacto não só artístico, mas também social. “Muitos que começaram nas oficinas hoje são advogados, psicólogos, enfermeiros. O teatro se torna ferramenta de vida”, afirma.
Mesmo diante de um cenário nacional desafiador para a cultura, com instabilidades em políticas públicas e escassez de recursos, o festival segue firme. Parte disso se deve à construção de redes e à valorização da identidade local, aliadas a uma curadoria cuidadosa e a uma programação pensada para dialogar com diferentes públicos. Ouça abaixo a entrevista completa.

