Comércio exterior no Espírito Santo cresceu mais de 20%

as operações pelo Espírito Santo, que vêm sendo retomadas gradualmente, crescem bem acima das do Brasil

Operações pelo Estado registram expansão bem superior à do Brasil

O comércio exterior é um dos setores mais fortes da economia capixaba e registra avanço ano a ano. Os números de exportação e importação de janeiro a novembro de 2019, no comparativo com o mesmo período de 2018, comprovam o discurso feito pelo Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Estado (Sindiex) desde o início do ano: as operações pelo Espírito Santo, que vêm sendo retomadas gradualmente, crescem bem acima das do Brasil.

Para o presidente da entidade, Marcilio Rodrigues Machado, o avanço de 23% nas importações pelos portos capixabas, no período analisado, demonstra a capacidade empresarial de se fechar novos negócios e da recuperação gradual da economia brasileira. “Importamos bens de consumo, como automóveis e aeronaves, e também insumos, como carvão mineral, que são utilizados na fabricação de produtos exportados. Há todo um trabalho desenvolvido pelo Sindiex e pelas entidades de comércio exterior do Estado para aumentarmos a competitividade local”, reforça.

Já a alta de 3% nas exportações não é maior por conta da queda das vendas de commodities, com exceção do café, com incremento de 25%.

Primeiro semestre

De acordo com dados divulgados oficialmente pelo Instituto Jones dos Santos Neves, no segundo trimestre de 2019, comparado ao trimestre imediatamente anterior, o comércio exterior capixaba seguiu movimento de baixa (-3,30%), iniciado nos três primeiros meses deste ano, mais uma vez puxado pela queda das exportações (-10,10%).

As importações, por sua vez, apresentaram crescimento nesse período, segurando uma retração maior nas atividades de comércio exterior capixaba.

No acumulado dos dois trimestres deste ano, comparado ao primeiro semestre de 2018, a elevação das importações capixabas (+15,81%) foi suficiente para suplantar a baixa nas exportações (-3,35%), garantindo expansão (+4,24%) da corrente de comércio exterior capixaba.

Dezembro no Brasil

O Ministério da Economia divulgou os dados da balança comercial brasileira, que registrou superávit de US$ 1,646 bilhão e corrente de comércio de US$ 8,500 bilhões, na primeira semana de dezembro de 2019, com cinco dias úteis, como resultado de exportações no valor de US$ 5,073 bilhões e importações de US$ 3,427 bilhões. Os números foram divulgados nesta no último dia 9 de dezembro pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No ano, as exportações totalizam US$ 210,936 bilhões e as importações, US$ 168,216 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,720 bilhões e corrente de comércio de US$ 379,152 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a primeira semana de dezembro de 2019 (US$ 1,015 bilhão) com a de dezembro de 2018 (US$ 967,3 milhões), houve crescimento de 4,9%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (+13,0%), de US$ 486,7 milhões para US$ 550,2 milhões, e semimanufaturados (+0,3%), de US$ 131,3 milhões para US$ 131,7 milhões.

Por outro lado, caiu a venda de produtos manufaturados (-4,7%), de US$ 349,2 milhões para US$ 332,7 milhões. Em relação a novembro de 2019, houve avanço de 15,3%, devido à expansão nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+22,4%), de US$ 449,6 milhões para US$ 550,2 milhões; semimanufaturados (+12,9%), de US$ 116,6 milhões para US$ 131,7 milhões; e manufaturados (+6,1%), de US$ 313,6 milhões para US$ 332,7 milhões.

Nas importações, a média diária até a primeira semana de dezembro de 2019, de US$ 685,4 milhões, ficou 6,1% acima da média de dezembro do ano passado (US$ 645,8 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com equipamentos eletroeletrônicos (+44,4%), químicos orgânicos e inorgânicos (+35,4%), equipamentos mecânicos (+27,2%), instrumentos de ótica e precisão (+26,6%), plásticos
e obras (+26,2%).

Ante novembro/2019, registrou-se queda de 3,2%, pela redução nas compras de combustíveis e lubrificantes (-34,1%), adubos e fertilizantes (-32,4%), aeronaves e peças (-22,4%), farmacêuticos (-18,9%), veículos automóveis e partes (-12,1%).

Para 2020, Machado acredita que algumas importantes mudanças já em andamento, como as novas concessões nas áreas rodoviárias e de infraestrutura (portos, aeroportos, ferrovias e rodovias), deverão unir o país de ponta a ponta, permitindo um melhor escoamento da produção agrícola, industrial e mineral e reduzindo parte do conhecido custo Brasil. “Não tenho dúvida de que estamos caminhando na direção do grau de investimento que, consequentemente, fará com que haja um fluxo maior de investimentos estrangeiros para o país”, disse.

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