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Capixaba Samira Pavesi abre ao público sua primeira exposição

Intitulada ‘Explosão de cor e movimento: uma investigação do feminino’, a individual abre para visitação ao público no dia 14 de julho na loja Stampa, em Vitória

Por Munik Vieira

Uma investigação do universo feminino através do seu próprio ‘eu’, dos desejos interior e exterior de querer viver a vida, no qual cada pincelada intensa é carregada de sentimentos que não pedem licença para se aflorar em suas obras quase vivas cheias de movimentos, cores, formas. Esse é o recente trabalho da artista capixaba Samira Pavesi, que lança sua primeira individual a partir desta quarta, dia 14 de julho, na loja Stampa, em Vitória.

Intitulada ‘Explosão de cor e movimento: uma investigação do feminino por Samira Pavesi’, a curadora paulista Julia Demeter fez uma seleção de 20 obras para apresentar ao público o recente processo criativo dessa artista autodidata, que pinta com a mesma alegria e intensidade que vive.

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Segundo a curadora, as obras selecionadas, que se utilizam em sua maioria da técnica acrílica sobre tela, trazem representações do mundo interno da artista, investigando principalmente o espaço visceral feminino não organizado, muitas vezes disforme, e sobretudo cíclico. Em algumas telas os gestos fluidos, formas orgânicas, e a forte presença das cores vibrantes criam composições que enaltecem a vida. Em outras, a reflexão, a internalização e a contração criam linhas emaranhadas que juntas formam teias fortes e misteriosas. “Essas diferenças se alternam, assim como os ciclos de uma mulher. Ambos os casos são o resultado do seu processo criativo vivido através da conexão com o intangível, a intuição e um fluxo livre de ideias”, explica Julia Demeter.

Para Samira, “Me sinto livre para pintar. Tudo parece escorrer entre os dedos, derrete na palma das minhas mãos. Deixo fluir. Sem expectativas. Abro mão do controle e aceito o que vai surgir, pois quanto mais buscamos certezas e imperfeições, vira tudo do avesso, sem aviso, sem licença. É não ter ideia de como formas e cores vão surgir e mesmo assim sentir que vou finalizar quando tudo estiver pronto. E assim a obra me observa de vários ângulos, como se me olhasse lá no fundo, onde nem eu mesma consigo ver. É isso que as pessoas vão observar em minhas obras e ter uma experiência particular com seu cada ‘eu’”, conta a artista.

A Mostra ficará aberta para visitação de 14 de julho a 13 de agosto, na loja de móveis Stampa, em Vitória. 50% de toda renda com a venda das obras será revertido para o Instituto Ponte, que realiza um trabalho de levar educação de qualidade a jovens talentosos em vulnerabilidade social possibilitando sua ascensão social em poucas gerações.

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