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Busca por crédito cai 9,1% em 2023 no país

No Espírito Santo a queda foi de 4,5%. Selic e inadimplência são fatores que explicam a queda.

Por Gustavo Costa

A busca por crédito no Brasil caiu 9,1% no acumulado do ano em 2023, de acordo com dados do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian. Trata-se do menor nível já registrado desde 2013, quando foi iniciada a série histórica.

A baixa procura chama atenção, já que em 2021 foi registrado o maior volume de busca por crédito (19,4%). Os brasileiros com renda de até R$ 500 foram os que apresentaram a maior redução na procura por crédito, (-11,4%), enquanto na outra ponta, a menor queda acontece no grupo com ganhos acima de R$ 10 mil (-7,1%). O Espírito Santo foi um dos estados com a menor queda foi de 4,5%, e a mais expressiva foi verificada no Distrito Federal (-17,7%).

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Dívidas e dúvidas

Mas o que causou essa queda? Para os especialistas em finanças, o fenômeno pode ser explicado por alguns fatores. O membro do comitê de Finanças do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (IBEF-ES), Marcel Lima, lembra que a taxa básica da economia (taxa Selic) atingiu o menor patamar da história no final de 2020, mas alcançou 13,75% já no final de 2022. Foi uma elevação forte que felizmente controlou a inflação, mas prejudicou o acesso ao crédito (como era de se esperar). De fato, a redução da procura por linhas de crédito em 2023 foi bastante impactada por esse patamar”, falou.

Marcel enfatiza que há uma boa expectativa para 2024, já que a Selic deve fechar o ano na casa dos 9% e os programas do governo federal, como o Desenrola, têm contribuído para “limpar o nome” de muitos devedores.

O endividamento das famílias também foi apontado pelo advogado tributarista e empresarial Weverton G. Rodrigues para a baixa procura por crédito em 2023.  “É possível que muitas famílias já estejam com níveis elevados de endividamento, o que pode levar a uma redução na procura por crédito. Quando as famílias estão superendividadas, elas geralmente evitam contrair mais dívidas para não piorar sua situação financeira, além da impossibilidade de ter crédito, vez a inadimplência”, falou.

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Outros itens que segundo o advogado puxaram para baixo a busca por dinheiro no mercado estão a incerteza econômica, já que instabilidade política ou econômica, faz com que as pessoas fiquem mais cautelosas com os gastos; e mudança nos padrões de consumo, com menos pessoas buscando crédito para financiar compras de bens duráveis.

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