- Continua após a publicidade -

Autoridades reagem à morte do diplomata Henry Kissinger

Autoridades internacionais e ex-chefes de estado lamentaram a morte do diplomata mais influente do século XX

Para uns, um estadista e líder político mundial, elogiado como um hábil defensor dos interesses dos EUA. Para outros, um criminoso de guerra que deixou danos duradouros em todo o mundo. Essa foi a reação polarizada que se seguiu à morte do ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger.

Kissinger morreu em sua casa no Estado americano de Connecticut, a causa não foi divulgada e o enterro será nesta quinta-feira, 30, será reservado para a família e, depois, uma cerimônia aberta ocorre em Nova York.

“Os Estados Unidos perderam uma das vozes mais confiáveis e distintas” nas relações exteriores, disse o ex-presidente George W. Bush, em um tom que muitas autoridades de alto nível, do passado e do presente, tentaram transmitir.

- Continua após a publicidade -

“Há muito tempo admiro o homem que fugiu dos nazistas ainda menino, de uma família judia, e depois lutou contra eles no Exército dos Estados Unidos”, disse Bush em um comunicado. “Quando, mais tarde, ele se tornou Secretário de Estado, sua nomeação como ex-refugiado disse tanto sobre sua grandeza quanto sobre a grandeza dos Estados Unidos.”

Ele serviu a dois presidentes dos EUA, Richard Nixon e Gerald Ford, e dominou a política externa quando os Estados Unidos se retiraram do Vietnã e estabeleceram laços com a China comunista

Outro ex-secretário de Estado, Mike Pompeo, disse que Kissinger deixou uma marca indelével na história americana e mundial. “Sempre serei grato por seus conselhos e ajuda graciosos durante meu próprio período como secretário”, Pompeo tuitou em X. “Sempre apoiando e sempre informado, sua sabedoria me tornou melhor e mais preparado após cada uma de nossas conversas.”

As críticas a Kissinger, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, foram especialmente fortes nas mídias sociais, onde muitos postaram vídeos comemorativos em reação à sua morte. Uma manchete da revista Rolling Stone tratava Kissinger como “criminoso de guerra”.

- Continua após a publicidade -

Kissinger exerceu uma influência incomum em assuntos globais muito após deixar o cargo. Em julho, por exemplo, ele se encontrou com o líder chinês Xi Jinping em Pequim, enquanto as relações entre os EUA e a China estavam em um ponto baixo. O norteamericano é reverenciado na China por planejar a abertura das relações entre o Partido Comunista no poder e Washington durante o governo de Nixon.

O diplomata também iniciou as negociações de Paris que, em última análise, proporcionaram um meio de salvar a face para tirar os Estados Unidos de uma guerra dispendiosa no Vietnã.

“Kissinger desempenhou um papel importante na abertura histórica para a República Popular da China e no avanço da descompressão com a União Soviética, iniciativas ousadas que deram início ao começo do fim da Guerra Fria. Sua “diplomacia de vaivém” para o Oriente Médio ajudou a promover o relaxamento das tensões nessa região conturbada do mundo”, disseram as filhas de Nixon em um comunicado. Com informações de Agência Estado

Leia Mais

Ferraço abre diálogo coletivo para escolha de vice
Khamenei diz que EUA não terão refúgio para...
Transmissão da faixa sela continuidade no Palácio Anchieta
EUA tomam navio iraniano e eleva tensão
Petróleo cai 17% em maio com perspectiva de...
Quarta-feira (30) com nuvens e chuvisco no ES;...
Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus em...
“Faça amor, não faça guerra”
Diploma Geovani: veja honraria criada após morte do...
Acordo com o Irã será significativo ou não...

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -