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Respeito e igualdade: o que as mulheres do século XXI precisam

“Seja como professora ou simplesmente como mãe, as mulheres sempre acabam se envolvendo mais no papel da educação”

A realidade para as mulheres não está fácil. Em uma sociedade onde cada vez mais falamos, discutimos, protestamos e evidenciamos nossos direitos de respeito e igualdade, parece que os casos de agressões e ataques contra a vida das mulheres só aumentam. Somente no feriado de Carnaval o Espírito Santo registrou 169 crimes ligados à violência contra a mulher, de acordo com dados da Operação de Carnaval da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-ES).

Recentemente, bem próximo a nós, foram duas mulheres agredidas por seus companheiros a ponto de ficarem com os rostos desfigurados, as imagens são de assustar. Mas em que ponto estamos errando como sociedade? Por que está tão difícil reconhecer a importância da mulher que é mãe, filha, esposa, amiga, educadora, professora e formadora de opinião?

A realidade tem que ser diferente: enxergo, hoje, as mulheres fazendo muito nas tarefas do dia a dia. Como educadora presencio diariamente nas escolas os pais dos alunos deixando determinados assuntos nas mãos das mães porque são elas que levam jeito para aquilo.

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Seja como professora ou simplesmente como mãe, as mulheres sempre acabam se envolvendo mais no papel da educação. Além de cumprir com todas as tarefas do dia a dia, cuidar dos filhos e desempenhar suas funções no trabalho, a arte de educar costuma ficar com elas e isso é reconhecido pela maioria dos homens como um dom feminino.

Recentemente, no Dia Internacional da Mulher, o Papa Francisco afirmou que é preciso aumentar o espaço da mulher na sociedade e ressaltou o seu papel como tutora do mundo. Em seu discurso, o pontífice disse que “a mulher é aquela que torna belo o mundo, que o tutela e o mantém em vida. Leva a graça que faz coisas novas, o abraço que inclui, a coragem de se doar. A paz é mulher”.

Mas por que continuamos maltratando, gritando, desrespeitando, agredindo e até mesmo matando nossas mulheres? Em que ponto nossa sociedade está errando? Neste mês em que comemoramos as nossas vidas, deixo a reflexão do respeito e da igualdade que precisamos buscar a cada dia, seja no trabalho, em casa ou nos momentos de lazer. E que a gente consiga evoluir no cuidado com as nossas mulheres, que têm importância reconhecida por todos para o desenvolvimento da sociedade.


Maria da Penha Bergamim é pedagoga, vice-presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES) e mantenedora da Rede de Ensino Alternativo.

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