“O poder aquisitivo da população não nos permite repassar o aumento de custos para o consumidor”, afirma Rodrigo Vervloet, que preside sindicato de bares e restaurantes
Por Kikina Sessa
Um dos setores da economia que mais sofreu com a pandemia de Covid-19, de 2020 a 2022, restaurantes e bares voltaram a ver o faturamento prejudicado, só que desta vez com a elevação dos preços de alimentos e bebidas.
Rodrigo Vervloet, presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-ES), comenta que o setor ainda não se recuperou dos prejuízos causados pela pandemia, quando muitos estabelecimentos ficaram sem poder atender o público.
Levantamento da Abrasel mostra que o setor de alimentação fora do lar teve um 2024 desafiador e chegou em dezembro com 59% das empresas operando sem lucro.
“O setor ficou muito endividado e, depois disso, sofreu com a elevação dos preços dos insumos, sem poder repassar tudo ao consumidor, já que o poder aquisitivo das pessoas não subiu. O setor segue lutando para equilibrar com eficiência sua operação.”
Outro desafio é a escassez de mão de obra. “O setor de bares e restaurantes emprega muito por natureza e a falta de mão de obra nos impacta. Percebemos que o trabalhador não quer mais a formalização do contrato de trabalho e nós precisamos trabalhar dentro da formalidade”, explica Vervloet.
Confira entrevista completa
Na entrevista, Vervloet fala também sobre a diversificação na gastronomia capixaba, abertura de cafeterias, preços e atendimento. “O setor é guerreiro e vamos trabalhar com muito afinco para melhorar cada vez mais a gastronomia e o setor gastronômico do Espírito Santo”, conclui o presidente do Sindbares.

