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Alta do diesel pressiona frete e acende alerta no ES

Com custos em alta e defasagem superior a 10%, setor logístico capixaba recomenda reajuste no frete e alerta para impacto direto na economia

Por Letícia Arcanjo

O aumento no preço do diesel tem pressionado os custos do transporte rodoviário de cargas no Espírito Santo e pode provocar reajustes no valor do frete nos próximos meses. De acordo com dados do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC & Logística (Decope) indicam que o setor opera, atualmente, com defasagem superior a 10%.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas & Logística no Estado do Espírito Santo (Transcares), Luiz Alberto Teixeira, nesse cenário, o reajuste no frete é considerado inevitável. “O Transcares recomenda um reajuste imediato entre 8% e 10% nos valores praticados pelas transportadoras capixabas”, afirma. 

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De acordo com o dirigente, o contexto internacional, marcado pela guerra no Oriente Médio, tem contribuído para sucessivos reajustes no diesel, principal insumo do transporte rodoviário. Para ele, esse cenário cria um ciclo preocupante, no qual a alta constante do combustível pressiona diretamente o custo das operações logísticas.

Na última sexta-feira (13), a Petrobras anunciou aumento de 11,6% no preço do diesel. No Espírito Santo, de acordo com informações do Transcares, o litro varia, atualmente, entre R$ 7,20 e R$ 7,80, enquanto em outros estados pode chegar a R$ 13. Teixeira destaca que essa disparidade nos preços entre as unidades da federação desorganiza as planilhas de custo das transportadoras e compromete a previsibilidade das operações.  

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Como o frete compõe o preço final dos produtos, a necessidade de reajustes impulsionados pela alta do diesel tende a gerar um efeito em cadeia na economia. “Com isso, a indústria e o comércio também serão impactados, e essa pressão inevitavelmente chega ao consumidor final”, destaca.

O presidente ressalta ainda que o grande desafio do setor é a dificuldade de repassar esses aumentos na mesma velocidade em que ocorrem, o que compromete a sustentabilidade financeira das empresas de transporte.

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