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Depois do inverno, vem a alergia “da primavera”. Entenda!

Pode parecer que não é verdade, mas a principal causa é o pólen, que se dissemina mais nesta época do ano

Não estranhe se começar a espirrar mais a partir deste mês ou se notar mais pessoas com sintomas de alergia ao seu redor. A chegada da primavera, no dia 22, evidencia um problema que atinge parcela significativa da população: a alergia ao pólen, também conhecida como rinite alérgica sazonal.

Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia apontam que, no Brasil, 20% da população sofre de rinite. A liberação de pólen, mais comum nesta época do ano, aliada aos ácaros, que aumentam na mudança de estação, pode causar sensibilização alérgica e aumentar os sintomas como coriza, espirro, coceira nos olhos e na garganta e nariz entupido.

Segundo o otorrinolaringologista da Unimed Vitória Giullianno Enrico Ruschi e Luchi, crianças e adolescentes são os mais prejudicados, especialmente aqueles que já sofrem de alergia, mas o problema também acomete os adultos.

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Alergia ou gripe?

O especialista informou, ainda, que assim como outras rinites, a alergia ao pólen pode ser confundida com uma gripe. A diferença principal é que a gripe, geralmente, apresenta queda do estado geral e febre e os sintomas persistem por menos tempo que os do quadro alérgico.

Giullianno explica que, “além de procurar um especialista para fazer o tratamento adequado, é muito importante manter o ambiente limpo, principalmente dos quartos. Optar por passar pano úmido é o mais indicado, já que a vassoura faz com que o pólen e outros agentes alérgenos, como ácaros e poeira, fiquem suspensos no ar. Evite, também, deixar a roupa secando fora de casa nesta época do ano. É possível que o pólen se acumule nas peças no varal se deixá-las exposta”, disse.

Vale lembrar que algumas pessoas sofrem de alergia a pólen específico de alguns tipos de planta, enquanto outras podem ter alergia a quase todos eles. “É fundamental buscar orientação médica para tratar o problema da forma mais adequada. É possível reduzir significativamente os sintomas”, destacou Giullianno.

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