Especialista aponta inflação e tarifas aéreas mais altas como motivadores do crescimento do transporte rodoviário interestadual
Maxieni Muniz
A Viação Águia Branca encerrou 2025 em um dos melhores patamares de sua operação interestadual. Ao longo do ano, mais de 7 milhões de passageiros utilizaram os serviços da companhia, resultado impulsionado pela abertura de novas rotas, pelo reforço da oferta em períodos de alta demanda e pela ampliação das conexões entre capitais, polos regionais e cidades do interior.
O desempenho consolidou a presença da empresa no Sudeste e no Nordeste e ampliou a atuação em trechos estratégicos do Sul do país. As rotas lançadas a partir de dezembro de 2024 sustentaram o crescimento em 2025, com ligações como Aracaju–Rio de Janeiro, Aracaju–Vitória, Feira de Santana–Macaé e Petrolina–Aracaju, além da ampliação de conexões a partir de grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo.
O reforço de viagens extras em datas de pico concentrou-se nas principais bases operacionais da empresa ao longo de 2025:
Segundo o diretor de Negócios da Viação Águia Branca, Thiago Juffo, o resultado reforça o papel do transporte rodoviário na mobilidade nacional. “Mais de 7 milhões de passageiros transportados em 2025 reforçam o papel estratégico do transporte rodoviário no país.
Crescemos com novas rotas, ajustes de horários e reforço da oferta de ônibus nos períodos de alta temporada, além do cuidado com passageiros e motoristas. Com Vitória (ES) como principal origem das nossas rotas, seguimos ampliando conexões com eficiência para quem viaja a trabalho, a turismo ou para rever a família”, afirma.
Para o diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, o avanço do transporte rodoviário interestadual em 2025 está mais associado a fatores conjunturais do que a uma mudança estrutural na mobilidade brasileira.
“A pressão inflacionária acumulada ao longo do ano e o aumento das tarifas aéreas pesaram na escolha do modal, especialmente para a classe média e as camadas populares”, avalia.
Segundo ele, a reorganização das rotas aéreas, com mais escalas e conexões, também reduziu a atratividade do avião em médias distâncias. “Nesse cenário, empresas bem estruturadas, com frota renovada, conforto e preços mais acessíveis, ganham competitividade”, afirma.
Lira ressalta, no entanto, que a sustentação desse crescimento depende de investimentos contínuos em infraestrutura, com avanço na duplicação e na segurança de rodovias estratégicas como a BR-101 e a BR-262.

