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Advogado entrega defesa de Temer à Câmara

Documento de quase cem páginas tenta desmontar acusação de Janot

Os advogados de Michel Temer entregaram nesta quarta-feira, 5, por volta das 16h, à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara a defesa do presidente.

De acordo com o Estadão, em quase cem páginas, os advogados buscam desmontar ponto a ponto a acusação do procurador-geral da República Rodrigo Janot, que atribui a Temer corrupção passiva no caso JBS.

Bastante assediado pela imprensa em sua chegada, Mariz comentou rapidamente o encontro que teve há pouco com Temer no Planalto e disse que o presidente “está tranquilo”.

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Questionado se haviam feitos os últimos ajustes na defesa, Mariz afirmou que mostrou alguns poucos reparos ao presidente que, no entanto, não fez observações. “Ele não mudou nada, acho que a defesa está boa”, disse.

Mariz afirmou ainda que se prepara para a sustentação oral que fara depois da leitura do voto do relator que a princípio sera segunda feira e disse que não vê sentido que o presidente temer venha também fazer sua defesa como defendem alguns aliados.

Mariz chegou acompanhado do advogado Gustavo Guedes e dos deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e Darcisio Perondi (PMDB-RS).

O documento foi preparado pelo criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado e amigo de Temer. Mariz e o advogado do presidente em Brasília, Gustavo Guedes, levaram o documento à CCJ da Câmara, que examina a denúncia de Janot.

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Segundo o procurador-geral da República, Temer era o destinatário real da mala de propinas – R$ 500 mil em notas de R$ 50 – da JBS. A mala foi entregue a um ex-assessor especial do presidente, Rodrigo Rocha Loures, na noite de 28 de abril, em São Paulo.

No documento de defesa, Mariz ataca inicialmente o ‘açodamento” dos investigadores. “Foi aberto um inquérito sem sequer haver verificação da gravação (da conversa de Joesley com o presidente). Pediram inquérito e o ministro (Edson Fachin, relator do caso no STF) foi logo deferindo. Houve açodamento tanto do Ministério Público como do ministro que, sem maiores verificações, e monocraticamente, autorizou a investigação”, questiona o advogado.

“Mostramos a inexistência de provas de corrupção passiva. A prova toda é baseada em gravação ilícita e contaminou todos os demais elementos. Mesmo que assim não fosse, considerando-se como correta, como em ordem a gravação, mesmo assim, não encontra nenhum elemento que comprometa o presidente da República”, sustenta Mariz.

“Não há nenhum indício na gravação da conversa do presidente (com Joesley Batista, da JBS) que mostra que o presidente cometeu o crime de corrupção passiva”, crava o advogado.

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