“Abu Bakr Al-Baghdadi está morto”, diz Donald Trump

Donald Trump em pronunciamento na Casa Branca. - Foto: Reprodução

O pronunciamento do presidente Donald Trump ocorreu horas após a ação ter sido realizada pela coalizão internacional liderada pelos norte-americanos no noroeste da Síria

A morte do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr Al-Baghdadi, foi confirmada nesse domingo (27) pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Ele revelou que o evento ocorreu durante uma operação comandada por tropas norte-americanas no noroeste da Síria.

Segundo o presidente, foi um perigoso ataque noturno na aldeia de Barisha, província de Idlih. “Os Estados Unidos levaram o líder terrorista número um do mundo à justiça”. Definitivamente, “Abu Bakr Al-Bagdadi está morto”, declarou.

Al Bagdadi era o fundador e líder do Estado Islâmico. À princípio, a organização mais violenta do mundo. Os Estados Unidos têm procurado durante anos pelo líder do Isis. Além disso, o presidente norte-americano disse que essa ação era uma prioridade do seu governo.

Por meio das mídias sociais, Trump divulgou a foto de um dos cachorros de combate que atuou na operação militar de captura de Abu Bakr Al-Bagdadi. Em sua fala, ele afirma que um dos cães é “muito bonito e talentoso”.

REPERCUSSÃO INTERNACIONAL

A morte do líder do grupo jihadista significaria uma grande contribuição do presidente dos Estados Unidos, revelou o Kremlin de Moscovo, nessa segunda-feira (28).

“Se as informações sobre a morte de Baghdadi forem confirmadas, podemos falar da importante contribuição fornecida pelo presidente dos EUA à luta contra o terrorismo internacional”, disse o porta-voz da Presidência da Rússia, Dmitry Peskov.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo colocou em dúvida a veracidade desta informação e pediu “provas diretas”. Segundo o porta-voz do ministério, o general Igor Konashenkov, não foram registrados ataques da “coalizão internacional” na região de Idlib.

Além disso, o Irã advertiu que a morte de Al-Baghdadi não representa o fim do grupo jihadista. Logo, o grupo tem raízes no dinheiro originário da exportação de petróleo e nas políticas dos EUA no Oriente Médio.

“Assim como a morte do fundador da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, não erradicou as raízes do terror, a morte de Baghdadi não será o fim do EI”, disse o porta-voz Ali Rabiei.

Dessa forma, o governo iraniano acusou os EUA de favorecerem o terrorismo no Oriente Médio e no norte da África com as “políticas militares” e o “apoio ao despotismo”.

Confira o pronunciamento de Donald Trump:

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