- Continua após a publicidade -
- Continua após a publicidade -

A força da onda chinesa no mercado automotivo brasileiro

A força da onda chinesa no mercado automotivo brasileiro

A indústria chinesa não teme arriscar, testar, errar e recomeçar. É esse dinamismo que explica a rápida ascensão das marcas do país

Por Apolo Rizk

Nos últimos anos, o mercado automotivo brasileiro vive uma transformação profunda. Há uma enxurrada de novas marcas chinesas, muitas ainda pouco conhecidas do grande público. O ecossistema automotivo chinês é estruturado, estratégico e muito mais racional do que aparenta.

A primeira grande distinção está na origem dessas empresas. De um lado, estão os grupos estatais, muitos criados por governos provinciais e alguns pelo governo central. Diferentemente do modelo ocidental, cada grupo costuma controlar diversas marcas que operam em um segmento específico: SUVs, picapes, sedans ou veículos comerciais.

- Continua após a publicidade -

De outro lado, existem os grupos privados e de capital aberto, muitos listados em Xangai, Hong Kong e até Nova York. São companhias que investiram pesadamente em pesquisa, desenvolvimento e eletrificação, acelerando a transformação que colocou a China na liderança global em veículos de novas energias.

No total, os 16 principais conglomerados chineses somam cerca de 65 marcas, que compartilham tecnologia, componentes e infraestrutura. O resultado é um ambiente de cooperação interna que reduz custos, amplia escala e acelera inovação.

Os gigantes nacionais são os maiores produtores, exportadores e líderes em eletrificação. Muitos já adquiriram participação em marcas ocidentais. A BYD é um bom exemplo desse grupo.

As empresas médias são majoritariamente estatais provinciais, têm força regional e sobrevivem graças aos mercados internos de suas províncias. A GAC se encaixa bem nessa categoria.

- Continua após a publicidade -

Conteúdo em Alta

Saúde mental deixou de ser problema terceirizado
ES inicia conversa com empresas automotivas para Aracruz
Detran-ES abre leilão com mais de 770 veículos;...
Brasil goleia Panamá com Vini Jr em alta
Trump reafirma pressão contra armas nucleares do Irã
Polo de Confecção do Estado será fornecedor de...
TecVitória amplia espaço no ecossistema capixaba
Câmara aprova PEC do fim da 6×1 e...
A força da liderança feminina no mercado financeiro
Logística no ES: confira impacto de mapa inédito...

Existem as startups tecnológicas, companhias privadas de alta inovação, com foco em software, conectividade e eletrificação. São empresas que, de tão avançadas, já desenvolvem tecnologias usadas por montadoras ocidentais.

Dentro dessa diversidade, destacam-se também as marcas especializadas em veículos comerciais, segmento em que o Brasil tem recebido investimentos significativos. A Foton, por exemplo, consolidou presença no país com caminhões leves, semileves e médios, tornando-se uma das representantes mais sólidas desse avanço chinês em território nacional. Sua expansão revela como o movimento não se limita aos veículos de passeio — abrange toda a cadeia logística e produtiva.

Neste mês, a Foton reuniu em Pequim, China, cerca de 2 mil parceiros de 140 países, executivos e autoridades, para a Conferência Global de Parceiros 2026. O objetivo do encontro foi compartilhar suas metas para 2030, com foco em internacionalização, energias renováveis e inteligência veicular, reforçando presença em mercados como Brasil e África do Sul.

A montadora tem como objetivo que os veículos movidos a energia limpa representem mais de 50% de seu portfólio.

- Continua após a publicidade -

O que une todos esses grupos é a velocidade com que se reinventam. A indústria chinesa não teme arriscar, testar, errar e recomeçar. É esse dinamismo que explica a rápida ascensão das marcas do país e sua crescente participação no mercado brasileiro. Para nós, que acompanhamos de perto o setor, é evidente: a presença chinesa não é um fenômeno passageiro, mas uma mudança estrutural que redefinirá o futuro da mobilidade no Brasil.

Apolo Rizk é diretor do Grupo Contauto e presidente da Associação Brasileira dos Concessionários

Leia Mais

Licença-paternidade ampliada sob a ótica do Direito Familiar
EUA pode expandir lista de produtos automotivos sujeitos...
Venda de carros cresce mais no ES do...
Brasil e Panamá: saiba onde assistir ao jogo
Brasil alcança 50% da cota anual de carne...
Shein e Coteminas fecham acordo para produção local
ES: logística, tecnologia e inovação criam novo hub...
Sua empresa está pronta? Nova NR-1 muda regras...
Soluções locais ganham força contra riscos climáticos
Indústria: investimento de R$ 8 milhões no ES...
- Continua após a publicidade -

Mais Artigos

Continua após publicidade

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade
- Publicidade -

Vida Capixaba