Greve dos rodoviários: Saiba como está o segundo dia da paralisação

Foto: Agência Brasil

Nem 10% dos ônibus saíram das garagens, contrariando a determinação judicial. Poucas pessoas arriscaram sair de casa nesta terça-feira (04)

A greve dos rodoviários entra no segundo dia e de acordo com uma nota divulgada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus), nem 10% da frota saiu das garagens, contrariando a determinação que o desembargador José Luiz Serafini deferiu nessa segunda-feira (03), determinando que o Sindirodoviários mantenha 70% da frota dos ônibus circulando durante os horários de pico.

Segundo a nota, a GVBus foi surpreendida por tal atitude, pois poucos ônibus que deixaram as garagens comprometeram todo o sistema e, por consequência, o atendimento à população.

Na Vila Rubim, poucas pessoas aguardam no ponto de ônibus. – Foto: Michel Sabarense

A nota diz, ainda, que “deixa claro que a determinação judicial não está sendo cumprida pelo Sindirodoviários, que, mais uma vez surpreende os passageiros, impedindo seu direito de ir e vir, e demonstra não ter nenhum respeito às decisões judiciais”.

O GVBus também esclareceu que “desde o início nos colocamos à disposição dos trabalhadores para discutir uma proposta coerente com a realidade, inclusive, não medimos esforços para aumentar a oferta de reajuste inicial. Lamentamos mais uma vez a posição do Sindirodoviários e esperamos que em breve esse impasse seja resolvido”.

Uma nova reunião foi agendada para esta quarta-feira (05) a fim de definir um acordo entre a categoria e os órgãos competentes, mas, em regime de urgência, pode acontecer na tarde desta terça-feira (04).

Coletivos

Poucos ônibus saíram lotados dos terminais na manha desta terça-feira (04), entretanto alguns terminais, como o de Itacibá, Vila Velha e o de São Torquato foram fechados.

A doméstica Ilda Campos disse que teria uma consulta em um hospital de Vila Velha, mas não chegará a tempo. “Essa consulta está marcada há três meses e não vou conseguir comparecer. Vou perdê-la”, disse.

O Terminal de Itacibá permanece fechado por causa da greve. – Foto: Mara Cimero

No terminal do Ibes, passageiros se recusaram a descer do ônibus, pois não tem coletivo por lá. Desta forma, eles conseguiram fazer com que o carro continuasse o trajeto.

Correndo o risco de não voltar para casa ou até mesmo não conseguir chegar aos destinos, muitas pessoas não saíram de suas residências, fazendo com que os pontos de ônibus ficassem vazios.

Na rua Ceará, na Praia da Costa, poucas pessoas aguardavam coletivos. Por outro lado, pessoas aguardavam caronas para chegarem ao trabalho ou outros compromissos.

Pessoas aguardavam caronas para seguirem seus destinos. – Foto: Aline Pagotto

Há vários relatos de trânsito parado na Grande Vitória. Com a falta de ônibus, muitas pessoas tiraram o carro da garagem. O trânsito na Serra está com difícil acesso, o fluxo na Terceira Ponte segue intenso e avenidas como a Fernando Ferrari, a Dante Michelini, Gil Veloso, em Vila Velha, estão com o fluxo lento.

A Avenida Gil Veloso segue com o fluxo bem lento nesta terça-feira (04). – Foto: Marialice Bicalho

Além disso, segundo o GVBus, 11 ônibus foram apedrejados e alguns estão com pneus furados. Tem garagem com saída bloqueada. A garagem da Santa Paula, possui 130 carros. Desses, saíram 20 para rua, mas já estão voltando para a garagem.

Greve

A greve começou a 0 horas dessa segunda-feira (03) em várias garagens do Transcol. Representantes do Sindirodoviários-ES foram às garagens para dar instruções aos profissionais.

De acordo com o presidente do sindicato, “os rodoviários não aceitaram o reajuste de 2% repassado no salário e também nos benefícios, como plano de saúde e ticket alimentação dos trabalhadores”.

Os representantes do GVBus fizeram uma nova proposta de reajuste aos trabalhadores de 3% a partir do próximo dia 23 de janeiro de 2019, sem reajuste no plano de saúde e auxílio-alimentação. Entretanto, a categoria não abre mão dos 4% nos salários.

Com a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), de que 70% dos ônibus deveriam circular no horário de pico (de 6h às 9h e de 17h às 20h) e 50% nos demais horários, descumprida pelos rodoviários, o presidente do Tribunal Mario Cantarini explicou que o movimento pode ser considerado ilegal.

Desta forma, o GVBus já entrou com o pedido de ilegalidade da greve na tarde desta segunda-feira (03).


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