Bitcoin: mudando nossa relação com o dinheiro

Hugo Delleon é palestrante e coach de negócios com foco em criptocurrencys e empreendedorismo digital

As Cryptocurrencys já estão mudando as relações que temos com o nosso dinheiro. Bitcoin, segundo a própria definição do pseudônimo criador, Satoshi Nakamoto, “é um dinheiro eletrônico programado para rodar num formato per to per”. Tal qual moedas como dólar, real, euro ou iene, pode nos proporcionar a comodidade de realizar compras ou vendas. Mas o que faz o bitcoin ser tão diferente das outras divisas?

Tecnologias praticamente irrastreáveis, criação de contratos inteligentes e movimentação segura de altíssimos volumes financeiros entre países e instituições. Essas são algumas das funções de cryptocurrencys que já existem, incluindo a mais conhecida delas: o bitcoin.

O uso das moedas locais está sujeito a uma regulação do país emissor por meio dos seus Bancos Centrais. Já com os bitcoins é possível ter uma transação financeira segura, transparente, descentralizada, com apenas dois pontos conectados à internet.

O bitcoin não possui regulamentação. O sistema funciona numa rede descentralizada. Em mais de 88 países, vários desenvolvedores, chamados de mineradores, processam e validam as transações em tempo real. Cada uma delas vai para um livro caixa – o blockchain – e fica lá registrada de maneira pública. Todos têm acesso ao sistema contábil, mas não é possível identificar nominalmente quem  está operando-o, o que gera a privacidade tão almejada pelos desenvolvedores. E a criptografia garante a lisura e a segurança de cada negociação.

Em suma, o bitcoin vai mudar a forma como vamos ao supermercado, ao shopping, à padaria, e até como podemos comprar e vender qualquer coisa de qualquer pessoa e em qualquer lugar. A criptografia e a tecnologia blockchain abriram uma nova forma de perceber o futuro das relações não só monetárias mas também sociais, empresariais e políticas.

“com os bitcoins é possível ter uma transação financeira segura, transparente, descentralizada, com apenas dois pontos conectados à internet”

Há outras cryptocurrencys que assumiram posição de destaque – Dash, Monero e Z-Cash – ainda mais anônimas, em sistema mais seguro. Litecoin é uma cópia fiel do código original do bitcoin, mas com forma de mineração diferente e transações mais rápidas. Já a Ripple foi criada com foco em utilidade de transação entre países e grandes instituições financeiras para operações com alto volume.A blockchain que originou o bitcoin também desenvolveu outras criptomoedas, com mecanismos práticos de operação. Um exemplo é a ethereum, plataforma que consegue gerar contratos, os smart contracts, automaticamente entre as partes, de forma digital, segura e com muito menos burocracia. Um poder de negociação muito maior disponível aos grandes players.

E esse é só uma amostra minúscula do que já se tem de pesquisa desenvolvida. Portanto, não importa como tentamos olhar para as tecnologias de hoje. Elas nascem e se desenvolvem em uma curva exponencial, enquanto a maioria de nós permanece com um olhar em curva meramente linear. Porém, o que fica como dica é que é preciso saber como podemos nos posicionar para recebermos as mudanças e nos adaptarmos o quanto antes.

Sem poder prever a próxima tecnologia que virá, vale ficar atento ao bitcoin e a outras moedas, não só em caráter especulativo mas também pela compreensão de todas as capacidades que a tecnologia pode proporcionar. O ideal é usar a expertise para obter mais privacidade na rede, controlar melhor o próprio dinheiro e realizar bons negócios.


Hugo Delleon é palestrante e coach de negócios com foco em criptocurrencys e empreendedorismo digital

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