Estado registra 890 casos de doenças transmitidas por Aedes aegypti em 2018

Aedes aegypti
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

A dengue foi a doença com maior número de ocorrências no Espírito santo e, sozinha, atingiu 799 pessoas até o dia 3 de fevereiro.

Somente este ano, o governo estadual já registrou 890 casos confirmados das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os números foram divulgados nessa quinta-feira (8). O período de referência é de 31 de dezembro de 2017 e 3 de fevereiro de 2018,

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) identificou 799 casos de dengue no Estado, sendo a doença com mais incidência. Já os casos de chikungunya foram 60 nesse período e os de zika somaram 31 incidências, segundo a divulgação do boletim epidemiológico pelo governo estadual.

Outra doença transmitida pelo mosquito é a febre amarela, que levou 100 pessoas a óbito no Espírito Santo em 2017. No total, foram 330 casos confirmados da variedade silvestre da doença. Porém, ainda não houve novos registros este ano, apesar do surto pelo qual passam estados como São Paulo e Rio de Janeiro. A população está em alerta e as filas para vacinação estão enormes, com grande espera, falta de informação.

Os capixabas também estão na área de recomendação vacinal do Ministério da Saúde. Quem ainda não foi imunizado deve se vacinar nas unidades de Saúde. Segundo a Sesa, até o momento, 3.561.000 doses foram distribuídas e os municípios informaram que 3.077.619 pessoas foram imunizadas contra a febre amarela. Isso representa uma cobertura vacinal de 85,71% da população capixaba.

Cuidados durante o verão

A Sesa recomenda atenção a quem for curtir o verão em locais próximos a florestas, matas e também na zona rural. O calor e o aumento das chuvas facilitam a procriação do mosquito. A procura por cachoeiras e poços aumenta muito nessa época. Existe o perigo da proximidade com a região onde circula o vírus da febre amarela silvestre.

Cada pessoa deve evitar a proliferação do Aedes aegypti no dia a dia das casas, ruas e bairros. Com medidas simples, é possível diminuir a quantidade da espécie transmissora. Uma delas é fazer vistoria semanal em toda a casa, no quintal e na varanda. Toda atenção é necessária na limpeza dos pratos de vasos de planta, das calhas, das garrafas expostas à chuva ou até mesmo nos muros em que se fixam cacos de vidro.

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