O grupo representa 22% da cesta de consumo avaliada no ES
O desempenho do setor capixaba de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo está acima da média nacional. De agosto de 2018 até o fim de 2019, o volume de vendas cresceu 4,2% em relação a igual período anterior e supera os índices do país em 0,8%.
Nesse mesmo intervalo, o Estado reduziu 2,2% o montante de produtos acumulados. Entre os itens que influenciaram o resultado positivo estão: bombons e chocolates com cacau, carnes bovinas e frescas e queijos de massa dura. E o acumulado de janeiro a setembro de 2019 registrou queda de 4,1%.
O grupo de alimentos e bebidas representa, aproximadamente, 22% da cesta de consumo avaliada no Estado, segundo o Instituto de Desenvolvimento Industrial do Espírito Santo (Ideies). Por isso, destaca-se na composição inflacionária.
Além disso, de novembro de 2018 a novembro de 2019, o grupo setorial apresentou inflação de 3,34%, revela o mais recente levantamento do Índice de Preço Nacional ao Consumidor Amplo (IPCA). Destacam-se os seguintes produtos: sal e condimentos (22,60%), frutas (18,61%), aves e ovos (15,63%) e carnes com (13,51%). Já entre os produtos que sofreram deflação estão: tubérculos, raízes e legumes (-29,05%),
leites e derivados (-0,62%) e hortaliças e verduras (-0,55%).
Estima-se um cenário animador para o ramo de alimentos e bebidas em 2020, em consequência de investimentos, principalmente, na área de infraestrutura. “Já se pensa em uma malha ferroviária, e as próprias estradas em determinados lugares já estão sendo melhoradas. Isso é muito importante para o setor de alimentos, é por onde se escoam todos os grãos, pois nós somos excelentes produtores”, declara o presidente da Câmera Setorial de Alimentos e Bebidas no Estado do Espírito Santo, Vladmir Rossi.
Balança comercial
As importações avançam no cenário capixaba. Os dados são do período de janeiro de 2018 a novembro de 2019. O setor de alimentos detém a maior representatividade das importações totais do Espírito Santo, com mais de 50%.
E esse aumento das importações em relação às exportações gerou saldos negativos. Apesar do superávit estadual de 2017 a 2019, durante esses três anos, a balança comercial da indústria de alimentos e bebidas permaneceu deficitária.
Quanto aos investimentos, dos R$ 6,5 bilhões anunciados no Estado entre 2018 e 2023, 11,3% são da parte alimentícia. A pesquisa é do Instituto Jones dos Santos Neves, sobre os Investimentos Anunciados no Espírito Santo.
O destaque vai para a Buaiz Alimentos, que com uma nova fábrica, investiu no lançamento de dois novos produtos.
“O ano de 2019 foi promissor, com muitas conquistas e realizações. Celebramos nossos 78 anos mostrando que somos uma empresa que une tradição e inovação. Também tivemos um ano com novidades significativas, com o lançamento de dois produtos no mercado,
a Mistura para Brownie Regina e o Café Numero Um Extraforte.
Para 2020, queremos avançar mais para continuar oferecendo aos capixabas produtos de excelência e qualidade”, destaca Eduarda Buaiz, diretora-geral da Buaiz Alimentos.
BICAMPEÃO
O Espírito Santo fez bonito no concurso Coffee of the Year 2019, realizado em Belo Horizonte (MG). Na categoria conilon, o café produzido no sítio Grãos de Ouro, em Muqui, foi eleito o melhor do Brasil pela segunda vez. E na categoria arábica, o segundo lugar ficou para o fruto produzido no sítio Rancho Dantas, de Brejetuba. Ao todo, o Estado faturou sete prêmios na disputa dos melhores cafés do ano.

